Massacre de Monte Tchota: “A justiça humana foi cumprida e as instituições afectas retiraram as lições necessárias”

26/04/2017 06:20 - Modificado em 26/04/2017 06:20
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No âmbito das cerimónias de homenagem às vítimas que há um ano perderam a vida no trágico acidente no destacamento de Monte Tchota, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Anildo Morais, endereçou palavras de pesar aos familiares e amigos dos oito militares e dos três civis dois dos quais de nacionalidade espanhola. Recordando o “incidente hediondo e sem precedente” experimentado pelo povo cabo-verdiano, o responsável considerou que o processo correu os trâmites legais e que “a justiça humana foi cumprida e que as instituições afectas retiraram as lições necessárias” e que a justiça divina se encarregará do resto.

 

As Forças Armadas de Cabo Verde homenagearam esta terça-feira no destacamento militar de Monte Tchota, os oito militares e três civis que morreram no dia 25 de Abril de 2016, na sequência da chacina pelas mãos do soldado António Manuel Ribeiro, conhecido por Antany, de 23 anos.

Familiares, amigos e pessoas da comunidade estiveram presentes na Eucaristia de sufrágio e nas cerimónias de homenagem. O momento foi de muita consternação, dor e tristeza. A dor continua a consumir os familiares banhados em lágrimas que não se conseguiram expressar aos microfones da comunicação social.

Recordando os nomes de cada uma das vítimas, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Anildo Morais, expressou, esta terça-feira, 25, em Rui Vaz, condolências aos familiares dos três civis e dos oito soldados reiterando o compromisso “enquanto a memória não nos atraiçoar”, de sufragar a memória de todos os que perderam a vida no trágico acidente.

Anildo Morais sublinha que foram momentos muito difíceis para o povo cabo-verdiano e para a Instituição castrense e defende que o processo correu os trâmites legais e que “a justiça humana foi cumprida e que as instituições afectas retiraram as lições necessárias” e que a justiça divina se encarregará do resto.

Por outro lado, o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, após descerrar a placa em homenagem às vítimas e colocação de coroas de flores, lamentou o triste episódio e encorajou os familiares. “Este lamentável episódio que ora se recorda, insano e reflectido, não deve, contudo, beliscar a grandeza da instituição, Forças Armadas, que tudo tem feito para corresponder às ansiedades e expectativas do povo cabo-verdiano”.

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