Massacre destacamento militar Monte Tchota: um ano depois

25/04/2017 05:05 - Modificado em 25/04/2017 05:05
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Completa hoje, 25 de Abril, o primeiro aniversário do massacre que chocou os cabo-verdianos e que provocou a morte de 11 pessoas assassinadas pelo soldado Manuel António Silva Ribeiro, conhecido por Antany, que estava de serviço de sentinela no destacamento militar do Monte Tchota, Concelho de São Domingos, interior de Santiago.

Destas mortes, oito soldados foram assassinados na madrugada de 24 para 25 do referido mês, mais três civis, dois espanhóis e um cabo-verdiano, que prestavam serviço nas antenas daquele centro de telecomunicações e que foram alvejados também quando se deslocaram ao local.

O autor do crime foi julgado em Outubro de 2016, condenado a 35 anos de prisão, pena máxima no sistema judicial cabo-verdiano e foi ainda condenado a uma pena acessória de expulsão das Forças Armadas e ao pagamento de uma indemnização de 11 milhões de escudos às famílias das vítimas.

A tragédia ainda está bem presente na mente dos cidadãos, principalmente na dos familiares das vítimas consternados com a situação que ocorreu há um ano atrás e considerada como uma das maiores tragédias do país.

A condenação do responsável e a atribuição aos familiares de uma pensão no valor de 20 mil escudos, não ajudam a esquecer a dor e a consternação da perda de um ente querido retirado de forma tão brutal. Dinheiro e reclusão do acusado, conforme sabemos, não trazem de volta os que já foram e esta é uma recordação do país, de Santo Antão à Brava, e que irá perdurar na memória dos familiares dos que sofreram uma morte tão grosseira.

O Comandante da Guarda Nacional, Armindo Sá Nogueira, disse à RCV que a instituição está pronta para fazer os devidos controlos a qualquer momento e garante que houve, em termos de comunicação, acessibilidade, monitorização e reforço, não só no destacamento do Monte Tchota mas em todos os destacamentos nacionais.

As FA implementaram, segundo Nogueira, uma dinâmica de controlo. “O que muita gente não gosta mas que para os militares é fulcral”.

Diz ainda que o modelo de recrutamento continua o mesmo mas, em matéria de acompanhamento, as FA estão, neste momento, conforme refere, bem equipadas em termos de técnicos que acompanham o recrutamento. Antes, diz, tinham apenas um e hoje têm no mínimo três técnicos de psicologia que fazem parte da instituição.

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