Académica do Mindelo ameaça recorrer a FIFA e abrir a Caixa da Pandora do nosso futebol

25/04/2017 04:59 - Modificado em 25/04/2017 04:59
| Comentários fechados em Académica do Mindelo ameaça recorrer a FIFA e abrir a Caixa da Pandora do nosso futebol

Em reacção ao castigo de perda de 15 pontos  aplicado pela FCF  a  Académica do Mindelo deu entrada no Tribunal de São Vicente  uma providência cautelar com o objectivo de suspender a decisão do Conselho de Justiça da FCF que deu razão a um protesto do FC Derby.

 

O Presidente da direcção da Associação Académica do Mindelo, Manuel Cabral, diz que não vai tolerar que um jogador que foi inscrito de forma legal, com toda a documentação nacional autêntica, seja posto em causa. O órgão judicial da FCF pôs em causa a credibilidade das instituições da República tais como o Arquivo de Identificação de Cabo Verde, o Cartório Judicial e a Casa do Cidadão, porque “nós temos documentos originais que provam que o nosso jogador está bem inscrito”, reitera Manuel Cabral.

Diz ainda que se existe alguma ilegalidade do tipo é do foro da FCF e das instituições da República que devem investigar e eliminar este tipo de situações, realçando, no entanto, que pretende “esmiuçar e sacudir todas as poeiras até ao apuramento da verdade e se ficarmos prejudicados iremos até às últimas consequências doa a quem doer”.

Portanto, o objectivo da direcção é garantir que a imagem do clube não saia manchada deste processo. Garante ainda que o clube nunca iria usar este tipo de estratégia que pudesse pôr em causa a sua credibilidade e imagem.

A Académica do Mindelo é líder isolado no campeonato de São Vicente com três pontos de vantagem sobre o Mindelense que ocupa a segunda posição e, caso o recurso não der razão à “Mica”, o Mindelense revalida o título na secretaria e os estudantes perdem a oportunidade não só de serem campeões, como também a presença no nacional.

Armindo Gomes, assessor jurídico do clube afirma que a Académica se sente prejudicada e admite recorrer à FIFA, embora espere não chegar a tal, pois foi a própria Associação de Futebol de São Vicente quem autorizou o jogador a participar no campeonato”.

Por acreditar que não cometeram alguma ilegalidade, a associação pretende recorrer a todos os meios para repor a legalidade.

O mesmo diz ainda que o órgão máximo do futebol mundial não vai gostar de saber que no futebol cabo-verdiano, nalgumas ilhas, um jogador inscrito pela FCF, jogou com um outro nome, referindo ainda a diversos futebolistas que podem estar nesta situação.

Considera que “seria um escândalo nacional, pois iríamos investigar situações anómalas do futebol cabo-verdiano no Sal, que sabemos existirem, em Santiago, que com certeza deve haver e em São Vicente também”, concluiu. Ou seja a AAC ameaça a abrir a Caixa da Pandora do futebol nacional onde a primeira coisa a sair pode ser uma  guerra aberta entre  os clubes de São Vicente e seus adeptos contra a direção da FCF liderada  da Praia por Victor Osório. Mas sabe-se que a ultima coisa a sair irá atingir a Selecçao Nacional de Futebol , certamente voltaremos a falar da eliminação  de Cabo Verde na fase de qualificação do mundial de futebol de 2014 por jogar com um jogador que estava castigado.

Segundo o acórdão nº. 1 de 2017 do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), foi aplicada à Académica do Mindelo uma pena de derrota nos cinco jogos em que a Académica do Mindelo utilizou o guarda-redes Ken e, uma multa de 25 mil escudos, por alegada inscrição ilegal no Campeonato Regional de São Vicente. Alegando diferenças na inscrição do futebolista em causa uma vez que ficou provado, aos olhos da FCF, que o futebolista Keven Jorge Sousa Ramos, conhecido por Ken, que foi inscrito e licenciado para a época 2016/2017 para jogar na Académica do Mindelo, é o mesmo jogador Kevin Jorge Ramos Sousa, que jogou pelo Nacional da Madeira (Portugal), seu último clube no estrangeiro.

 

 

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.