Cabo Verde quer tornar-se no “Silicon Valley” das telecomunicações

4/10/2012 16:23 - Modificado em 4/10/2012 16:23
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Cabo Verde vai ter “entrada directa na globalização” quando ficar concluído o Centro Tecnológico, integrado num projecto mais ambicioso de tornar o arquipélago num “hub” de telecomunicações.

 

 

A frase é do director do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI), Jorge Lopes, proferida ontem aos jornalistas durante uma “visita guiada” ao que será, até ao fim do ano, um dos centros tecnológicos mais avançados do mundo.

 

À semelhança de Silicon Valley, região californiana onde desde 1950 se situa um conjunto de empresas dedicadas à inovação científica e tecnológica, o Centro Tecnológico da Cidade da Praia é uma das peças do “puzzle” para o Cluster das Tecnologias da Informação e Comunicação em Cabo Verde.

 

O centro fará parte, “talvez ainda em 2013”, do Parque Tecnológico inerente ao “cluster” em que o governo cabo-verdiano está a apostar para diversificar a economia local, criar postos de trabalho e gerar riqueza num país sem recursos naturais.

 

A obra encontra-se em fase avançada de construção, atrás do antigo aeroporto da Cidade da Praia, e é financiada maioritariamente pela China, com uma contribuição de 17 milhões de dólares (13,2 milhões de euros). Portugal participa no financiamento com um empréstimo de oito milhões de euros, para a aquisição dos equipamentos, estando já garantido que Pequim disponibilizará mais 13 milhões de dólares (10,1 milhões de euros) para a conclusão da primeira fase e outros 15 milhões (11,6 milhões de euros) para novos módulos.

 

“O centro é a coluna vertebral do Parque Tecnológico. Tem duas unidades: um Data Center de alta disponibilidade e um centro operacional. Tem níveis elevadíssimos de segurança e está preparado para prestar serviços de alta fiabilidade e disponibilidade ao Estado e a terceiros”, afirmou Jorge Lopes.

 

O parque tecnológico – “a concretização de uma visão e a entrada direta para a globalização”, disse Jorge Lopes – está orçado em 35 milhões de dólares (27,2 milhões de euros), financiados pelo Banco Africano de Investimentos (BAD).

 

Salientando a “grande atenção” dada aos serviços de energia e refrigeração, “os pontos mais críticos”, Jorge Lopes lembrou que as medidas de eficiência energética e os recursos humanos “altamente qualificados” vão permitir criar um complexo para a instalação de empresas nacionais e estrangeiras. “Estamos a ter manifestações de interesse de multinacionais para o Parque Tecnológico, que terá outras valências, como espaços para empresas, qualificação e certificação e colaboração com academias. É uma espécie de Silicon Valley de prestação de serviços para a região, para África e para o Mundo”, acrescentou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

oje.pt

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