Vítimas do Massacre de Monte Tchota homenageados com colocação de placa

21/04/2017 04:42 - Modificado em 21/04/2017 04:42
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O dia 25 de Abril marcou para sempre os cabo-verdianos. Faz precisamente um ano que as onze pessoas perderam a vida no massacre de Monte Tchota. As vítimas serão homenageadas com colocação de placa no Destacamento. A iniciativa é das Forças Armadas de Cabo Verde.

A referida homenagem devera acontecer na próxima terça-feira, dia 25 de Abril no destacamento Monte Tchota, conselho de São Domingos interior da ilha de Santiago. A placa traz o nome das onze vítimas

Os respectivos familiares foram convidados a participar da homenagem. As deslocações dos familiares residentes fora da ilha de Santiago serão custeadas pelas Forças Armadas. Em reação a Inforpress o Tenente-Coronel Armindo Sá Nogueira Miranda, avança “estamos a preparar, em conjunto com o Ministério da Defesa, uma homenagem à altura e condigna para os malogrados e já foram criadas as condições para que os familiares possam deslocar-se ao local para poderem tomar parte na cerimónia onde será descerrado uma placa com os nomes das vítimas”.

O massacre no destacamento de Monte Tchota culminou na morte de três civis e de oito militares e fez com que o Governo prometesse uma indemnização e pensão às famílias, no valor de 281 contos.

Os cabo-verdianos entrevistados pelo NN não se contentam com o desfecho do caso Monte Tchota que resultou na condenação do soldado Manuel António Silva Ribeiro “Antany”, considerado o único responsável pela morte de oito militares e três civis. Os mesmos são unânimes em considerar que o caso merecia uma outra atenção por parte das autoridades do País, defendendo “falta de uma investigação mais séria e profunda”.

Manuel António Silva Ribeiro “Antany” foi condenado à pena máxima de 35 anos de prisão tendo sido expulso das fileiras das Forças Armadas e ainda condenado a apagar uma indemnização de onze mil contos aos familiares das vítimas.

A forma como as autoridades investigaram o processo não satisfez os cabo-verdianos que consideraram terem ficado várias perguntas por responder. Os entrevistados acreditam que “a história foi muito mal contada”.

O massacre de Monte Tchota fez levantar o véu sobre as fragilidades das Forças Armadas em Cabo Verde, nomeadamente sobre o estado emocional, a segurança dos militares, a comunicação e também houve acusações sobre alegados maus tratos dos militares, para além do uso de bebidas alcoólicas.

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