EUA interrogaram “terrorista” com três meses

17/04/2017 08:55 - Modificado em 17/04/2017 08:55

Uma bebé com três meses foi obrigado a deslocar-se à embaixada dos EUA no Reino Unido, em Londres, para poder viajar para a Florida, depois de o avô se ter enganado a preencher um formulário de pedido de visto.

A viagem de férias na Florida de uma família inglesa revelou-se mais trabalhosa e cara do que inicialmente previsto, devido a um erro no formulário do elemento mais novo da família.

No preenchimento do inquérito obrigatório para Harvey Kenyon-Cairns poder ter direito a um visto de entrada nos EUA, o avô do bebé cometeu um pequeno deslize. À pergunta “pretende levar a cabo ou já esteve envolvido em atividades terroristas, de espionagem, sabotagem ou genocídio?”, a resposta preenchida por engano foi “sim”, revela o jornal britânico “The Guardian”.

Quando a família foi notificada da recusa, nem queria acreditar no que estava a acontecer, já que seria pouco provável que um bebé de três meses estivesse envolvido em qualquer tipo de atividade ilícita.

Mas os responsáveis norte-americanos pelo processo não se mostraram flexíveis e obrigaram a família a fazer uma viagem de 10 horas (ida e volta) desde Chesire ao centro de Londres, para uma entrevista. Um tempo de viagem maior do que as nove horas e meia necessárias para chegar de Manchester a Orlando, revela o jornal inglês.

“O bebé Harvey esteve ótimo na entrevista e não chorou uma única vez”, disse o avô da criança, que ainda pensou em vestir um fato de macaco cor de laranja ao neto, mas desistiu da ideia por julgar que o seu sentido de humor poderia não ser bem recebido.

No fim de contas, um pequeno erro no formulário custou à família cerca de três mil libras (cerca de 3500 euros), já que o novo visto não chegou a tempo e a família teve de seguir separada para férias.

jn.pt

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