Presidente do Partido Popular e familiares responsabilizam HAN pela morte da jovem Rosana Andrade

17/04/2017 08:02 - Modificado em 17/04/2017 08:02

O Presidente do Partido Popular e familiares da jovem Rosana Andrade que faleceu no passado dia 14 de Março no Hospital Agostinho Neto, exigem que a unidade hospitalar seja responsabilizada. Segundo a declaração de óbito, a jovem estudante de 17 anos faleceu devido a tuberculose disseminada após se ter deslocado várias vezes ao hospital. Inconformados, os familiares acusam o hospital de mau atendimento

Rosana Andrade, de 17 anos, era estudante e residia em Achada Santo António, Rua de Flor – atrás de Manuel dos Anjos. A filha de Raquel Andrade dos Santos deu entrada no hospital no dia 24 de Fevereiro de 2017, pelas 15 horas. Segundo os familiares, não recebeu atendimento hospitalar, tendo regressado para casa com fortes dores de barriga. No dia seguinte, voltou ao Banco de Urgências do Hospital Agostinho Neto mas, uma vez atendida e medicada, foi aconselhada a voltar para a casa.

Rosana Andrade só veio a ser internada no HAN no dia 9 de Março, 13 dias após os sintomas da doença, tendo vindo a falecer no dia 14 do corrente mês. O certificado de óbito declara que a jovem morreu vítima de tuberculose disseminada.

Inconformados com a morte, o presidente do Partido Popular e os familiares da vítima responsabilizam o hospital.

De acordo com uma nota enviada aos órgãos da comunicação, o PP alega que “a CRCV, no seu art. 71, defende que todos têm direito à saúde e o dever de a defender e promover, independentemente da sua condição económica”.

O PP pugna por um Estado de Direito e espera que esta autoridade abra um inquérito para assacar responsabilidades aos profissionais de saúde do HAN. Contactámos o HAN através do endereço electrónico a fim de obter uma reacção mas, até ao momento, não recebemos qualquer feedback por parte do hospital.

  1. Adérito Fernandes

    Como cidadão solicitava ao PP e aos familiares que fizessem através do Ministério Público um pedido de inquérito, afim de verificar se as causas da morte foram ou não provocadas pelo internamento tardio. A acusação é forte.

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