“PAICV esbanjou de forma irresponsável o dinheiro público em relação ao Novo Banco”

13/04/2017 07:57 - Modificado em 13/04/2017 08:12
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O grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) acusa o partido da oposição, anterior governo, que criou o Novo Banco, de má gestão que culminou na resolução da instituição bancária. Entre o fogo cruzado das culpas políticas, estão 60 funcionários no desemprego e milhões de contos de prejuízo para os cofres do Estado.

O deputado do MpD, Paulo Veiga, frisa que a oposição sabia da possibilidade do fecho do Novo Banco desde a sua criação e acredita que o “PAICV tinha consciência de que a morte do Novo Banco já se achava anunciada aquando da sua fundação e, teimosamente, fez tábula rasa dos avisados alertas que os técnicos, especialistas e accionistas fizeram e embarcou na aventura de criar o Novo Banco”. 

O deputado garante à Inforpress que a culpa não deve morrer solteira, justificando que como o Novo Banco foi gerido é a marca distintiva do esbanjamento irresponsável do dinheiro público por parte do PAICV” e acrescenta ainda que este partido deve assumir por inteiro a culpa sobre o encerramento do Novo Banco, uma vez que “são os primeiros, senão os únicos, responsáveis pelo descalabro, ao invés de estar a tentar em claro desespero e desorientação, deitar poeira nos olhos dos cidadãos e com intenção de branquear a situação”.

Por outro lado, o Vice-presidente da direcção do grupo parlamentar do MpD defende que é uma boa decisão o Ministério Público investigar o caso que recai sobre as suspeitas de “crimes de infidelidade e participação ilícita em negócios e que o MpD aguardará o resultado da investigação que ‘irá pôr a nu’ todos os meandros deste escândalo proveniente do mau uso do dinheiro público”.

Enquanto decorre a investigação, a instauração da Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI), as culpas atribuídas ao antigo executivo e o “ ricochete” para o actual Governo, 60 trabalhadores já receberam a carta de despedimento. Estes sim, são os maiores lesados com a resolução do Novo Banco e, até agora, “não se sabe qual o desfecho para os funcionários” que, de acordo com a TCV, ainda não se pronunciaram sobre o despedimento colectivo porque estão em concertação com os próprios advogados e sindicato.

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