Marcelo Rebelo de Sousa: “o exemplo singular de Cabo Verde deve ser sublinhado numa numa época em os valores da democracia e da liberdade estão em risco”

11/04/2017 08:16 - Modificado em 11/04/2017 08:16
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O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou hoje homenagem à democracia cabo-verdiana, multipartidária, com livre debate de ideias e separação de poderes, apontando-a como “um exemplo” no contexto regional africano e para além dele.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Auditório Nacional, na cidade da Praia, numa sessão solene da Assembleia Nacional , onde se encontra em visita de Estado.

“Hoje, nesta casa da democracia, não posso deixar de prestar, também eu, a minha homenagem à democracia cabo-verdiana, pela saga da luta pela independência e pela sua consolidação, pela transição pacífica para o multipartidarismo, pelo respeito pela vontade popular em cada pleito, pelas sucessões pacíficas de governo, pelo papel essencial das oposições, pelo livre debate de ideias”, declarou.

O chefe de Estado português elogiou ainda a democracia cabo-verdiana “pela convivência pacífica entre os diferentes órgãos de soberania, pelo respeito da separação de poderes, pela garantia dos direitos pessoais e políticos dos cidadãos, pela salvaguarda dos direitos económicos, sociais e culturais, que dão uma salutar dimensão mais progressista e mais humanista à democracia”.

As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa suscitaram uma salva de palmas da assistência, composta por deputados, membros do Governo de Cabo Verde e representantes do corpo diplomático.

“Em suma, queria aqui hoje homenagear a cultura democracia que faz hoje parte da cultura e da política cabo-verdiana, e que faz de Cabo Verde um exemplo, não apenas no seu contexto regional africano, mas muito para além dele”, acrescentou o Presidente português. 

No seu entender, “o exemplo singular de Cabo Verde” deve ser sublinhado, “numa época em que estes valores da democracia e da liberdade estão em risco em tantas partes do mundo”, e dado a conhecer.

Nesta intervenção, de vinte minutos, Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal e Cabo Verde estão ligados por séculos de história comum, “um passado sem complexos de superioridade ou de inferioridade, para um lado ou para o outro”, e têm hoje “uma relação entre duas democracias modernas”, ambas “abertas a diferentes culturas e civilizações”.

“A partilha destes valores entre os nossos países faz com que a voz de Portugal no mundo seja também uma voz de Cabo Verde. Tal como sabemos que a voz de Cabo Verde é sempre a voz de Portugal, nunca deixando de salientar as virtualidades da democracia”, considerou.

LUSA

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