Crimes de sangue em São Vicente: Quando os criminosos não são capturados

10/04/2017 08:15 - Modificado em 10/04/2017 08:15

No último mês, dois crimes com três assassinatos, deixaram a população de São Vicente em pânico. A forma como os crimes foram executados, um casal de idosos dentro da própria residência, e um jovem à porta da sua casa, levantou a questão da violência na ilha, embora os dados avançados dizem que a criminalidade tenha abaixado. A Polícia Judiciária tem seguido os casos, mas ainda sem suspeitos.

Os crimes, principalmente o último onde um jovem de 28 anos foi baleado, trouxeram alguma revolta. As redes sociais têm sido um dos espaços onde muitos têm exposto a própria revolta, questionando os crimes e também as autoridades. Em conversa com alguns cidadãos, estes revelam a preocupação com a segurança e o trabalho das autoridades.

No passado viveu-se um clima de violência na ilha quando os confrontos entre grupos rivais estavam no seu ápice. Nesse tempo, ocorreram alguns assassinatos e os agressores foram capturados ou entregaram-se às autoridades, o que não aconteceu com estes dois últimos. Este aspecto traz uma preocupação não somente pelo crime mas porque os suspeitos estão a monte.

“Claro que uma pessoa fica preocupada quando este tipo de crimes acontece”, comenta Helena Sousa. Ela diz que num lugar pequeno como São Vicente, quando acontece algo do tipo, todos ficam preocupados e diz que a forma como os crimes aconteceram cria ainda mais preocupação. Na mesma linha de pensamento, Rogério Lima diz que num lugar como São Vicente não podem acontecer estes tipos de crimes.

Apesar de muitos estarem preocupados com o acontecido, muitos também demonstraram preocupação pelos actos mas, baseiam-se na forma como os crimes aconteceram para dizer que foram crimes de foro pessoal. “Quando uma pessoa é assassinada desta forma em frente da própria casa é algo de pessoal”, diz um cidadão que não deseja ser citado. Este também não é o único ponto de vista que coincide neste aspecto. “Claro que ficamos preocupados, mas o que podemos fazer?”, questiona Anderson Lima. E acrescenta que do seu ponto de vista, os casos eram algo de pessoal e, neste sentido, a preocupação é menor.

O desejo manifestado por todos é que os responsáveis sejam capturados pela polícia para tranquilizar as pessoas. “Ninguém gosta de saber que pode haver assassinos à solta na própria cidade”, diz Cátia Silva. As autoridades são poupadas porque “não podem estar em todo o lugar ao mesmo tempo” mas, o pedido é um trabalho eficiente para capturar os que cometeram os crimes “e, assim, deixarem a cidade mais descansada”.

  1. Anete Vital

    A Segurança é um caso de TODOS. Quer dizer que ninguém deve virar a cara para não se envolver na pistagem dos assassinos. O menor indicio é precioso para a Policia a quem compete deslindar cada caso.
    O ultimo, talvés os dois ultimos são de dificeis e fàceis soluções na medida em que foram cometidos por profissionais a soldo de graùdos do oficio mas hà que procurar os pontas de lança (executores) que são, ao fim e ao cabo, quem matou.

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