Integração : Pedro Pires defende que Cabo Verde” não pode ter um pé em cada lado”

10/04/2017 08:13 - Modificado em 10/04/2017 10:47

Pedro Pires que a história mostrou que estava errado nas opções de integração que defendeu para Cabo Verde, onde foi o paladino da unidade Guine- Cabo- Cabo Verde , espaço  PALOP  e depois responsável por acantonar  o nosso pais numa CEDEAO  que não existia , veio defender que o país deve trabalhar na sua integração regional e que “não pode ter um pé em cada lado”. Ou seja exclui a aproximação  à União Europeia ou outros espaços de integração como  a zona ultra-periférica da Europa ou simplesmente a Macaronésia e volta para sua defunta CEDEAO, pois segundo ele: 

“Cabo Verde está integrado na CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e deve trabalhar nesse sentido, não pode ter um pé em cada lado”, referiu, em entrevista à Lusa, o ex-chefe de Estado cabo-verdiano, durante o “Fim de Semana de Governação Ibrahim”, que termina hoje em Marraquexe, Marrocos. 

O país, acrescentou, “sempre teve boas relações com a União Europeia” e já procurou uma aproximação, mas o bloco europeu “foi claro, disse que apoia a integração regional africana”.

A ideia que Cabo Verde pode ” pode ter um pé em cada lado”no tocante à integração foi defendida pelo ex- primeiro ministro  José Maria Neves no inicio do seu primeiro mandato  que não viu nenhum problema em estar na CEDEAO e aproximar-se da EU ou de outros espaços. E o certo é que os governos de JMN trataram de reforçar a presença de Cabo Verde  na sub- região africana ao mesmo tempo que lançava uma ofensiva para se aproximar da EU. E os acordos com essa comunidade, em particular a parceria especial coma EU, para não falar do acordo de estabilidade financeira dos anos 90, e o prestigio que o nosso pais granjeou mostrou que Cabo Verde pode e deve se esforçar para ter   ” um pé em cada lado”

Recentemente, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva afirmou, numa conferência do Partido Popular Europeu (PPE), a propósito do ‘brexit’: “Sei que é um dia triste para a Europa, porque o Reino Unido saiu, mas não seja por isso, nós entramos. Estamos in”.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou que Cabo Verde contará sempre com Portugal como “um dos seus advogados mais paladinos” na aproximação à União Europeia. 

E entre  as posições de Ulises Correia e Silva e JMN surge Pedro Pires no seu papel preferido e tantas vezes desempenhado  : o Velho do Restelo, no estilo camoniano “  “A que novos desastres determinas

De levar estes reinos e esta gente?

Que perigos, que mortes lhe destinas

Debaixo dalgum nome preminente?

Que promessas de reinos, e de minas

D’ouro, que lhe farás tão facilmente?

Que famas lhe prometerás? que histórias?

Que triunfos, que palmas, que vitórias? “

Eduino Santos 

  1. António

    Antonio
    Fala barato. Defendes o dinheiro que ganhaste à custa não sabemos como. Em África tudo é possível. De Cabo Verde fica caladinho. Ditador de uma figa, maltratou o seu povo com choques, torturas e prisão. Vai descansar homem imunde.

  2. Barros

    Sr.Presidente sem dúvidas é uma figura incontornável de CV e de africa, já fez muito p CV, MAS sejamos realistas, CV de hoje não pode dar-se ao luxo de ficar amarrado aos traumas da sua história,chega de culpar os colonizadores pl corrupção de hoje nem deve negar qualquer tipo de parceria que nos trás algo de positivo. Podemos perfeitamente lidar com os 2 lados. A verdade é que até hj não conhecemos projectos ou parcerias c CEDEAO e PALOP que tenha resultado positivo p CV, CONVENHAMOS! Se esta questão for referendado tenho a certeza que 90% dos cabo-verdianos votarão a favor das parcerias c países europeus. Vejo muita gente a opor-se à posição do Ulisses mas no entanto os seus filhos estão todos a estudar na metrópole e USA,.Se CEDEAO é assim tão bom pq que não mandam os seus filhos estudarem nas UNIs de Dakar, Costa de Marfim, Bissau etc?

  3. Silvino Silva

    Em 1974, Em Cabo Verde acabou a ditadura fascista de Portugal. Após uns poucos meses de liberdade plena, em 1975 iniciamos a ditadura marxista-leninista, de inspiração cubana, que durou 15 anos, com mortes e torturas. Quando se fala de CEDEAO, fala-se de ditaduras, crises ( política e económica ). Excepto, o Senegal, o maior concorrente de Cabo Verde, todos os outros países estâo em crise ou em guerra. Nigéria, Niger, Mali e Burkina Faso, em guerra. Guiné Bissau, Guiné Conakri, Gâmbia, Serra Leoa, Libéria e Costa do Marfim em crises diversas. Gana com avanços e recuos. Eis o cenário. E Cabo Verde onde se vai integrar ?Com aqueles que concorrem connosco na procura de financiamentos e mesmo da ajuda alimentar ?

  4. alberto tavares

    Mesmo depois de largar a mama o nojento-mor quer ainda mandar como se fosse o patriarca de uma fazenda. Este sovina é o reponsàvel – entre outras maldades – pela nossa integração na CEDEAO que só nos dá a merda que não pode guardar.

    Comparem o que recebemos dessa tal e o que recebemos de países com quem não assinamos coisa nenhuma.

    Quem trata este gnomo de grande chefe de estado e o chefe da claque favorizada.

  5. Agostinho Fonseca

    Pois é !
    O baixinho pensa que ainda “quer, pode e manda como quando reinava como um régulo na tabanca. Como se não tivesse feito suficiente mal ao pais com as suas teorias do mato que nada tinham com a cartilha original. PP nem conseguiu encontrar a via para pacificar certa parte de nossos irmãos odientos e xenofobos.
    Rico como saiu e ainda com o dinheiro do Ibrahim, pensa que o povo come caviar em vez de cavala que, aliàs, muitos não têm todos os dias.
    PP nunca mais vai tomar juizo. Vai continuar como o percevejo purulento.

  6. Carlos Soulé

    Não quero comentar em detalhe por não conhecer nem o contexto nem o enquadramento do que foi dito.
    Todavia, atendendo a que se tratava de uma afirmação feita num ambiente totalmente Africano, e depois do Mo Ibrahim ter elogiado o Pedro Pires, reconheço que este último não se saiu muito bem, para nós cabo-verdeanos nem para a Europa que sempre deu e dá a mão a CV.
    Marcelo Rebelo de Sousa acaba de afirmar isso mesmo, bem como o Embaixador da UE em CV.
    A propósito existe alguma representação diplomática da UA, ou CEDEAO em CV?

    De uma pessoa com muita experiência política e que respeito, esperava outra posição, no entanto fica a dúvida sobre o enquadramento e o contexto da parte aqui mencionada.

  7. arsénio de pina

    Ao contrário do Presidente Pedro Pires, sou de opinião, por sermos produto da miscelânia entre europeus e africanos, do chamado melting pot, devemos estar nos dois lados. De resto, a UE só se interessará por nós se pertencermos à CEDEAO, como plataforma de ligação entre a Europa e a África, com benefícios evidentes para nós, a Europa e a África.

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