UCID preocupada com a taxa de emprego

5/04/2017 08:26 - Modificado em 5/04/2017 08:26
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A UCID reagiu através do seu Presidente, António Monteiro, aos dados sobre a taxa de emprego publicados pelo INE. É “com alguma preocupação” que a UCID viu os dados, uma vez que “aquilo que estávamos à espera não aconteceu, um aumento e não uma diminuição”, conforme Monteiro.

“A taxa de desemprego é um parâmetro macroeconómico que indica como os governos governam o país. E se levarmos em conta as expectativas criadas pelo Governo, não poderiam avançar um valor diferente do que foi ventilado durante as campanhas”.

Para a UCID, os números falam por si. A sua preocupação volta-se para o emprego qualificado no país onde, segundo a análise da UCID, os números continuam a aumentar. “Queria dizer também que há uma falta de política vocacionada para os mais jovens para terem a possibilidade de garantir o seu ganha-pão”. No mesmo sentido, a UCID foca a sua atenção nas mulheres, considerando que aumentou consideravelmente o número de mulheres no desemprego.

“O que assistimos é que as promessas feitas pelo governo do MpD não surtiram nenhum efeito e gostaríamos que o Governo tivesse em conta esta situação e os números avançados pelo INE”, como sublinha Monteiro. O líder da UCID acrescenta que o Governo poderia criar medidas de política para a criação de mais emprego.

Para a UCID, tem-se assistido a uma tentativa de desculpabilizar os dirigentes do país. E uma das desculpas, segundo Monteiro, é o facto do aumento do desemprego estar ligado ao aumento de pessoas à procura de emprego. “Para nós, UCID, este dado é falso porque é o próprio dado do INE que o contraria”. Como explica Monteiro, e tomando como exemplo São Vicente e a Cidade da Praia, houve um aumento do número da taxa de actividade.

A UCID não busca culpados nem no actual Governo nem no anterior. “A realidade é que o número de desempregados aumentou em cerca de 10 mil pessoas. É culpa do MpD? Dizemos que não, mas também não dizemos que é do PAICV, por considerarmos um ano atípico pelos poucos meses de governação e, por isso, ainda não se atingiram as metas”.

Para a UCID, não pode ser feita uma leitura da forma como foi feita, e avança que não se pode atirar poeira para os olhos dos cabo-verdianos. Apela a medidas dos dirigentes na tentativa de inverter o quadro.

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