Governo quer acabar com as casas de lata em São Vicente

4/04/2017 08:35 - Modificado em 4/04/2017 08:35

A Ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação quer implementar um projecto-piloto em São Vicente, com a transformação das casas de lata em bairro.

Em visita de dois dias à ilha de São Vicente, Eunice Silva afirmou, no primeiro dia, durante uma visita a alguns locais da ilha que o Governo tem um projecto-piloto para substituir os assentamentos de casa de lata, que no caso de São Vicente ascendem a cerca de mil.

“Aqui há casas feitas só de lata em condições muito precárias e são essas casas que queremos substituir por casas condignas”, precisa Eunice Silva, num dos locais de visita.

“No campo social, a informação que nós temos é que a Câmara de São Vicente já tem um cadastro social elaborado, o que facilita bastante”. Avança ainda que alguns técnicos estão a trabalhar para dar início a este projecto-piloto e analisarão as opções para porem “o quadro da cidade e identificarem qual o sítio melhor para se instalar alguns dos bairros” de forma gradual. “Vamos começar por um só. Mas, como temos mais de mil casas de lata, vamos agrupar um quarto do número total para arrancar de raiz a construção”.

Portanto, conforme correr a primeira fase, os outros irão ser instalados de forma “condigna”.

Sendo a Ilha do Monte Cara, a ilha com uma maior taxa de construções de lata, a Ministra considera que a situação de São Vicente, apesar de diferente das outras ilhas, é um projecto que tem futuro.

Entretanto, não adianta se a sua elaboração está prevista ainda para este ano ou o montante em causa, mas garante que há um possível financiador.

“Já temos o sinal do financiador, o dossiê tem que ser trabalhado e é por isso que estamos cá acompanhados da nossa equipa, a percorrer os sítios mais problemáticos e identificar onde vamos começar a intervir nesta experiência-piloto”.

Por outro lado, a Câmara deve avançar já no próximo mês com o projecto de melhoria dos tectos de habitações degradadas em São Vicente, fruto de um empréstimo bancário de quarenta mil contos contraído junto da banca e que já se encontra disponível.

“Vamos fazer uma ofensiva para resolver este problema antes da época das chuvas e sei que é preocupação do Primeiro-ministro resolver o problema das casas degradadas e o problema dos tectos em São Vicente”, concluiu o Presidente da Câmara.

  1. Julio

    Palavras chaves desta Ministra:”vamos atacar”; “vamos fazer ofensiva”. Que vocabulário mais pobre. A Senhora tem que estudar os dossiers. E já agora. Quem é este financiador? Qual é o montante do financiamento? Quando é que o projecto fica pronto uma vez que este ambicioso programa foi anunciado desde o ano passado e até o momento não se tem nada de concreto? Será socializado e partilhado publicamente? Vai ser construída por pequenos operadores independentemente da sua capacidade técnica e financeira? Alguém que responda a estas questões

  2. Anete Vital

    Hà que obrigar – primeiramente – o Departamento do Urbanismo a alinhar as casas mesmo eliminando algumas de forma a permitir a intervenção em caso de cinistro (v.g. ambulâncias e bombeiros).
    Pedir isso não é maldade nem demagogia mas a segurança dos habitantes da zona que construiram sem autorização nem plano.
    Ê certo que vai haver choradinhos e demagogos à procura de protagonismo mas o que vale é estar minimamente seguro.

  3. Augusto Galina

    Balblabla !!!

    De promessas està o povo cheio. Queremos factos.

  4. Calú

    Pois é, o projecto casa para todos afinal não é nada para todos, mas sim para alguns, porque se for realmente para todos, não haveria casas de latas em Cabo Verde.
    Acabam com a miséria seus sanguessuga.
    Param com as promessas que vocês não conseguem cumprir.

  5. Agostinho Fonseca

    Infelizmente, os cortes e os atrazos nos comentàrios não ajudam os debates.
    Desafiaram-me e vim ver nada.
    Desculpem-me mas isso não é jornalismo.

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