Taxa de desemprego: divisão entre políticos, união entre população

4/04/2017 08:24 - Modificado em 4/04/2017 08:24
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Os dados publicados pelo INE sobre o desemprego na ilha têm tido as suas diversas interpretações. Para o PAICV, os dados revelam a diminuição de postos de trabalho e ainda um não cumprimento das promessas de campanha na criação de postos de trabalho, quarenta e cinco mil, durante esta legislatura. O Ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, tem uma outra interpretação dos números.

“Os dados do INE indicam que o número de empregos criado em 2016 foi de quinze mil duzentos e quarenta postos de trabalho. Este é o maior número nos últimos seis anos e ultrapassa em mais de trinta por cento o número de empregos criados, número mais alto atingido no último mandato do anterior governo que foi de cerca de onze mil e seiscentos em 2015”. E sublinha que o feito foi conseguido em apenas oito meses de funções do novo Governo.

Neste sentido, diz que não houve perdas de emprego como foi dito pela oposição. Admite que o Governo não atingiu a performance desejada a nível de criação de empregos e diz que o mesmo tem trabalho para ganhar a confiança dos investidores e criadores de emprego e a melhoria das condições de desenvolvimento económico e assim melhorar a criação de emprego.

Dados e reacções

O desemprego tem sido um tema recorrente em Cabo Verde, principalmente em São Vicente, onde a taxa continua elevada. E o sentimento é que o desemprego continua a ser um problema que afecta a todos e que precisa de solução, já que as pessoas continuam ainda à espera de soluções. No que tange a taxa de emprego, a não ser que as melhorias sejam visualizadas na prática, as taxas são meros números, de acordo com alguns entrevistados do NN.

Os dados são analisados politicamente sendo que os mesmos números têm sido alvo de diversas interpretações. “Os partidos analisam os números: uns dizem que baixou, outros que aumentou e assim fica difícil saber”, ironiza Nádia Santos. E é da teoria que a taxa de emprego aumenta quando uma pessoa consegue um trabalho. Na mesma linha, Patrick Santos defende que podem falar sobre as taxas, “mas o que as pessoas necessitam é de emprego”.

“Tenho a sensação que as coisas estão na mesma, porque ainda continuo a ver pessoas sem trabalho e com muitas dificuldades”, como analisa Valter Gomes. Ele sustenta que a falta de mudança leva a crer que as coisas estão na mesma. José Delgado, é pedreiro e fala da dificuldade que tem tido em encontrar trabalho. E mostra confiança que as coisas podem melhorar mas, por agora, sente que a situação de emprego tem sido igual e não tem tido mudança.

A falta de mudança “visível” na vida das pessoas leva as mesmas a pensarem que a situação continua igual. Independentemente de aumento ou não da taxa de desemprego, a situação continua igual e, por isso, para que haja um entusiasmo maior, “terá de haver impacte na vida das pessoas”.  

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