PAICV: Líder encontra-se com militantes para mudar foco das atenções do partido

3/04/2017 08:23 - Modificado em 3/04/2017 08:23

De visita a São Vicente no último fim-de-semana, a Presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, manteve um encontro numa assembleia-geral de militantes. Uma reunião com os militantes depois das eleições internas que representou uma oportunidade para a troca de mensagens entre os líderes local e nacional do partido e os militantes. “Unidade é a palavra de ordem se quisermos, com rigor, seriedade e lealdade, colocar o PAICV no lugar onde deveria estar”, avançou o líder local Alcides Graça. Neste sentido, Graça falou em termos de comunicação directa que deve seguir o caminho certo, isto é, “de forma a valorizar o líder local e o seu representante”. Para o mesmo, o partido não pode ser tratado como um grupo de amigos, mas tem estatutos e leis e que, seguindo-os, “não haverá problemas”.

O único caminho apontado por Graça de forma que o partido alcance os seus objectivos, é a unidade e coesão partidária e, neste sentido, diz que algumas arestas ainda necessitam de ser limadas.

Depois das eleições internas, Janira fala numa nova caminhada “centrada nos interesses do povo”. Tratando-se de um partido acostumado a governar, chama à responsabilidade os militantes tanto na governação, como agora na oposição. “Palavra de ordem é trabalho e trabalho, hoje e sempre, o que vai garantir a confiança dos cabo-verdianos, um trabalho sério e ponderado e com motivos certos, para ultrapassar os desafios”.

Janira pretende mudar a visão da preocupação interna, deixando o foco da vida interna partidária para as preocupações da população e de uma fiscalização atenta às políticas seguidas pelo Governo. Neste sentido, o trabalho, como referido por Janira, é para apresentar soluções.

A líder do partido manifesta a própria preocupação com a condução do partido no governo. Ela justifica que os indícios do Governo demonstram uma falta de visão e de políticas para o desenvolvimento do país. Neste sentido, o pedido aos militantes é de “fazerem um esforço para conhecerem o programa do Governo e, assim poderem defender os interesses de Cabo Verde”. Como exemplo, fornece “nomeações sem precedentes e sem acesso a concurso público”.

Em específico, para São Vicente e com a publicação dos dados sobre o desemprego, recorda as promessas de campanha de criação de emprego por parte do Governo. “Alguns empregos já deveriam estar criados”, segundo Janira, mas no contraponto, diz que têm sido reduzidas as oportunidades de emprego.

“A nossa responsabilidade é incomensurável pelos sinais dados de falta de visão do Governo”, pelos sinais a nível de democracia”, como sugere Janira, falando de perseguição política dentro da função pública aos que não são “da mesma cor política da do Governo”.

Para Janira, o trabalho é o foco para se fazer uma oposição firme com ideias e propostas. “Produzir actos concretos sobre o que podemos fazer para ajudar o povo”. E chama à responsabilidade todos os militantes para uma política de ideias e de actos de forma a melhorar a oposição que o partido tem feito.

“Apelo para fazermos um trabalho junto e que comecemos o quanto antes”, espera a líder do PAICV, Janira Hopffer Almada.

  1. Maria José

    Só Troca prope. A coelhinha vai com os coelhinhos atrás… Até parece uma colmeia de abelhas ou um ninho de rato, ratinhos e ratazanas.

  2. Fantonnelli Mariah

    Colocar o PAICV no lugar onde deveria estar?
    O quê que o senhor Graça quer dizer com isso? Que o PAICV tem de estar sempre no poder? Será que o povo é maldoso, ingrato ou burro?
    Limam as arestas e limpam as poeiras que não são poucas e que todos os dias estão a aparecer.
    Ajudar o povo como JHA? Tiveram 15 anos a enganar o povo com publicidade enganosa como “venham ver Cabo Verde a Crescer” e o povo chupando dedo. A situação laboral deteriorou com os chefes das familias a verem os seus poderes de compra a escasear por falta das atualizações salariais, falta das progressões/ promoções e reclassificações. Deixaram tudo para o pós 20 de março para quem subir ao poder se desenrascar com pressões laborais, empresas falidas, com gestores das instituições do Estado e dos fundos importantes como a do Ambiente, do Turismo, da IFH, do Novo Banco, etc, etc às contas com o Ministério Publico e exigem que o novo governo com apenas 11 meses (que acham que é muito) na governação, resolva todos esses problemas, porque deixamos de viver em Cabo Verde e passamos a viver na Arábia Saudita, Kweit ou EUA onde os recursos abundam.
    Nós os Zés povinhos, esperamos do PAICV uma oposição mais honesta, mais responsável porque só desta maneira é que o PAICV consegue ajudar. De resto é esperar os 4 anos e que sobram desta legislatura que está dando sinais positivos de melhoriaspelo menos no que diz respeito aos problemas laborais em que muitos profissionais estão à espera dos seus direitos há mais de 10 anos.

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