Retirada das roulottes das ruas de Mindelo chega ao Parlamento

31/03/2017 08:14 - Modificado em 31/03/2017 08:14

A questão da retirada das roulottes por parte da Câmara Municipal de São Vicente continua na agenda do dia. António Monteiro, da bancada da UCID, despoletou o tema numa intervenção política, no período antes da ordem do dia do Parlamento. E questiona a medida e a forma como foi executada. Humberto Lélis, deputado do MpD e antigo vereador na CMSV, junto com João Gomes defenderam a edilidade.

A preocupação com o dos trabalhadores foi a base das preocupações da UCID, a medida que classifica de inadmissível e  inaceitável. “Sabemos que o governo do MpD disse que uma das preocupações era garantir rendimento para famílias de Cabo Verde em todas as ilhas. A tomada de deposição da CMSV em retirar todas as roulottes sem djobi pa lado não é aceitável e  é inadmissível num estado de direito democrático”. Porque, como acrescenta, “as pessoas estão atras do seu ganha-pão”.

E questionou como a medida foi executada, se houve aviso previso, se a delegacia esteve envolvida, e a inspeção de atividades económica, e diz que estes pontos não aconteceram. “E por isso pedir ao governo, que deu cara na campanha de que juntos somos mais fortes para não deixar este situação acontecer. Estamos afalar mais de 60 chefes de familiais, e estamos a falar de cumprimento da lei em cabo verde.

E ainda foi questionada a retirada de todas as roulottes, e não apenas as que não apresentavam condições.

Humberto Lélis defendeu que a retirada é temporária “para permitir que todos os proprietários adaptem as roulottes para que as condições de higiene possam ser estabelecido em todas”.

A questão da venda de álcool nas roulottes foi um dos pontos levantados por Lélis, na defesa da necessidade de retirada e controle das roulottes. Além da discussão sobre as razoes higiénicas.

O debate que começou nas roulottes terminou com a UCID, e agora com o PAICV a entrar no debate, a questionar o uso do poder por parte do edil de São Vicente, Augusto Neves. João Santos da UCID indicou este capítulo no debate. “A CMSV com nove vereadores, e há uma acumulação excessiva do presidente da câmara que não consegue fazer coordenação. E existe um excessivo abuso de poder”.

Manuel Inocêncio, deputado do PAICV pelo círculo de São Vicente, abordou o mesmo tema, mas abrangendo o poder central. “O MpD tem maioria absoluta já não partilha gestão (camararia) e é preocupante que o presidente concentra os poderes essenciais”. Na perspetiva de Inocêncio o presidente tem pelouros “bastante” importante sobre a sua tutela direta, e neste sentido a necessidade de acompanhar “bem este exercício de poder”. E “há uma coincidência do MpD” no governo, como sublinha Inocêncio.

  1. Agostinho Fonseca

    Não aos atrelados na rua. Monteiro não està cumprindo.
    A UCID recusou e bem as vendas nas ruas e agora o Monteiro vem defender as “roulotes”.
    O que é isso?
    Comercio ambulante não é comercio sedentàrio e os atrelados têm seus parques.

  2. comandante de fiscal

    na verdade os lanchonetes empessima estado devera ser controlado mas nao
    nas maos dos ficais mal preparados.
    Corruptos ficais e sem uma educaçao COMANDANTE S DEVISA

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