Abuso sexual de menor: Agressores ficam em prisão preventiva

31/03/2017 07:55 - Modificado em 31/03/2017 07:55
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Trata se de uma vítima que sofre de perturbação mental e tem apenas 13 anos. Ficou grávida na sequência de frequentes abusos sexuais por parte de dois indivíduos que residiam na mesma casa. A menor vive com a mãe de criação que há muito se mostrava indignada pelo facto dos suspeitos estarem a gozar da liberdade e de conviverem diariamente com a vitima. Entretanto disse ao NN que o caso tomou outros contornos, pois os indivíduos já se encontram presos na Cadeia de São Martinho e a vítima recebe acompanhamento por parte do ICCA Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente.

 

O caso veio à tona há cerca de dois meses quando a mãe de criação se apercebeu de modificações no corpo da menor. A entrevistada disse ao NN que após suspeitar de que a vitima, que é doente mental, poderia estar grávida, confrontou-se com ela a e mesma confessou que teria sido abusada sexualmente por dois indivíduos que residem na mesma casa.

Após a confissão, a mãe adoptiva accionou a Polícia Judiciária que se inteirou do caso. Os exames médicos confirmaram a gestação de cinco meses.

O caso está sob investigação das autoridades judiciais que após alguns meses emitiu um mandado de captura dos suspeitos de 53 e 55 anos de idades residentes na zona de Várzea, cidade da Praia. Na sequência deste processo o Tribunal da Comarca da Praia decretou prisão preventiva a dois indivíduos acusados de agressão sexual com penetração de forma sucessiva.

De acordo com o site da PJ “a Polícia Judiciária deteve dois cidadãos cabo-verdianos do sexo masculino, de 53 e 55 anos de idade, residentes na Cidade da Praia, por estarem fortemente indiciados na prática de agressão sexual com penetração, de trato sucessivo, na sequência do cumprimento de dois mandados de detenção fora de flagrante delito, emitido pela Procuradoria da República da Comarca da Praia, ontem, dia 22 de março do corrente ano”. 

O ICCA, Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente, encontra-se a par da situação e a vítima tem vindo a receber tratamentos. A menor estudava o sexto ano de escolaridade não consegue falar correctamente e, infelizmente, perdeu a sua adolescência tendo passado a ser adulta e a ter de viver com os problemas dos adultos. 

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