Novo Banco: o ponto da concórdia

30/03/2017 05:09 - Modificado em 30/03/2017 05:09
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No segundo dia dos trabalhos no Parlamento, a bancada do PAICV e do MpD estiveram em sintonia, pelo menos no tema. Os dois partidos, antes da ordem do dia, utilizaram o tempo da intervenção política para exporem as suas visões sobre o Novo Banco e, neste ponto, estiveram em total desacordo.

Para o MpD, através do deputado Paulo Veiga, o Novo Banco apresentava resultados negativos. E a mensagem que foi dirigida às autoridades é para criarem condições para encontrarem os culpados para que sejam levados à justiça.

“O governo do PAICV, para não assumir as responsabilidades, realiza uma assembleia-geral dez dias antes da posse do novo Governo e aprova um investimento”. O deputado do MpD diz que “foi um banco político com outros interesses e a responsabilidade é do PAICV”.

O PAICV continua a afirmar que ainda havia solução para o Novo Banco e protege as intenções do antigo governo com a criação do banco. Com a situação no banco, sublinha que foram tomadas medidas como a substituição dos integrantes do Conselho de Administração, a emissão de directivas de reorientação da missão e reestruturação do negócio e iniciaram contactos para a sua recapitulação, designadamente. “Infelizmente, este compromisso, assumido em Assembleia-Geral por unanimidade, em Abril de 2016, de recapitalização do Novo Banco, não foi respeitado pelo actual Governo que recusou cumprir a deliberação, deixando cair o NB com prejuízos para as Finanças Públicas, para o INPS e demais accionistas”.

Segundo o deputado José Gomes Veiga, o banco tinha solução. Fala da existência de sinais positivos no banco e que, seguindo o plano, o banco teria resultados positivos em 2018. Questiona o MpD usando o mesmo argumento do adversário. “Interessa à sociedade cabo-verdiana saber porque razão o actual Governo não tomou as medidas necessárias para impedir a extinção do Novo Banco e que outros interesses estiveram por detrás desta decisão”.

O Ministro da Economia, Olavo Correia, no Parlamento, depois das intervenções dos dois deputados sobre o Novo Banco, forneceu a sua visão da solução em carteira por parte do Governo. Ele evidenciou que o esforço para a recapitalização do Novo Banco era incomportável, principalmente para o INPS e para o erário público. E disse que na expectativa de recapitalizar o banco, e tendo em conta a missão do mesmo, o Governo encontrou alternativas para o financiamento das empresas.

“Pensámos empoderar as instituições de micro finanças, vamos recapitalizar a CV Garante, com nova gestão em termos do modelo de financiamento e potenciar as instituições existentes”. Para o Ministro esta “é a melhor solução”.

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