Dia da Mulher: Todas as homenagens são poucas

27/03/2017 08:14 - Modificado em 27/03/2017 08:14
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Em Cabo Verde, hoje, 27deMarço, é dia Internacional da Mulher Cabo-verdiana. Uma celebração, quando os discursos tem como base a busca de igualdade de género e o empoderamento da mulher. Na política, por exemplo, nas últimas eleições, uma das preocupações foi o equilíbrio entre mulheres e homens. O governo ao ser formado foi um dos itens levados em conta. Várias instituições têm trabalhado junto das mulher na perspetiva de melhorar suas condições de vida, numa sociedade onde ainda se verifica muitos casos de mulheres de chefe de família.

“Ser mulher em cabo Verde não é fácil, tem muita por suportar”, como sustenta Joana Dias. Ela que diz a situação das mulheres no país tem melhorado mais ainda precisa de mais. “Ser mulher em cabo Verde não tem sido fácil, e tem que fazer vários papéis para ver o melhor para seus filhos”, como diz Erica Alves, que mesmo ainda não tendo família própria diz que vê muitas situações que as mulheres tem passado, e por isso diz que “ainda há muito para melhorar”

O desemprego tem sido dos aspetos que tem prejudicado a sua progressão. A falta de emprego é um problema generalizado na ilha de São Vicente, neste caso, e tem feito com que muitas procuram formas de sobreviver. Instituição através de programas tem trabalhado para o empoderamento da mulher, seja através de microcrédito, ou de formações para dar ferramentas. Muitas têm procurado através da suas habilidades buscar formas vida.

Dona Lucha é um desses exemplos. Através da venda de produtos caseiros como cuscuz, bolo, pastéis, tem procurado uma forma de sustento da família”. Não é fácil visto tem dias bons e dias maus, mas o importante é não desistir”. A responsabilidade para com a família não a faz parar e “continuar a sacrificar”. Assim como esta cidadã outras buscam na mesma forma o pão de cada dia.

E o que faz lembrar quando se fala da mulher cabo-verdiana: lutadora, sofredora, carinhosa, amiga, bela, foram algumas respostas aleatórias de uma serie de entrevistas. A qualidade que mais sobressai é sofredora, e lutadora. “A mulher cabo-verdiana sempre luta para ver felicidade nos seus”, como sublinha Jéssica Duarte.

“A mulher cabo-verdiana tem feito muito e acho que todos precisam honrar o que elas fazem, porque elas não têm descanso”, outra nota para sublinhar desta vez de Samira Almeida. E neste sentido diz que todas as homenagens são insuficientes para os sacríficos que estas têm feito, e as histórias que tem escrito.

E neste sentido estas dizem que fazem todo o sentido ter um dia dedicado para elas para lembrar a importância que tem nesta sociedade, ou qualquer outra sociedade. “É um dia importante para que as mulheres possam celebrar”, como sublinha Romina Nascimento. E ainda Nádia Cruz diz que todas as homenagens são poucas para todo o sacrifico.

As autoridades vão fazendo o trabalho no sentido de encontrar a igualdade de género, mas como afirma, Jéssica Duarte, “ a mulher cabo-verdiana é tudo neste país”.

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