Polícia de São Vicente: Expectativa de greve deixa população apreensiva

24/03/2017 08:36 - Modificado em 24/03/2017 08:36

Desde o início desta semana, altura em que foi entregue o pré-aviso de greve pelo Sindicato Nacional da Polícia – SINAPOL tem-se registado uma certa apreensão por parte da população de São Vicente, por conta da possibilidade dos efectivos da Polícia Nacional entrarem em greve.

Os mindelenses ouvidos por este online estão apreensivos com o anúncio do pré-aviso de greve feito pela Polícia Nacional, apesar de solidários com a sua luta e reivindicações. Estes dizem que uma greve desta envergadura, com mais de 1100 polícias associados no Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) que podem entrar em greve no final deste mês, nos dias 30, 31 e 01 Abril, pode pôr em causa a segurança nacional, caso seja confirmada.

Os efectivos da PN estão contabilizados em cerca de 1800 efectivos e, pela primeira vez, o país está prestes a assistir a uma paralisação geral dos serviços, com arranque a partir das 8 horas, abrangendo todos os comandos e unidades da PN em todas as ilhas de Cabo Verde, a partir do dia 30.

Entretanto, este online saiu às ruas para ouvir a população. Alguns entrevistados dizem estarem apreensivos e culpam o Governo por esta situação já que, segundo dizem, este (Governo) ou não sabe negociar, não deixando nunca que se chegue ao ponto de haver greve, ou não sabe recrutar os agentes da Polícia.

“Se a Polícia fosse recrutada entre pessoas com sentido de missão e responsabilidade, se houvesse capacidade de negociação séria, sem o jogo de golpes e contra-golpes, não haveria greve na Polícia”, afirma um entrevistado que é da opinião que a Polícia não deveria ter sindicato e nem poderia fazer greve. “Seria uma condição de ingresso” e, por isso, cabe ao Governo resolver esta situação, sem que haja greve.

Pelo que sei, a origem dessa greve está nas promessas que o actual Governo fez e que resolveria o mais depressa possível, ou seja, até finais de Março. Há um ditado que diz “promessa é divida”. Cambada de ignorantes.

Do outro lado, estão os que apoiam a decisão dos agentes de lutar pelos seus direitos para terem um bom salário e boas condições de trabalho. Outro entrevistado afirma que esta não é apenas uma forma de pressionar o Governo, mas sim uma forma de exigir que a sua posição seja respeitada. E, para isso, é preciso ter “o brio profissional que poucos têm e uma postura que inspire respeito”.

No âmbito dessas declarações, encontrámos um agente da PN que sem se identificar, diz que não estão preocupados com as afirmações das pessoas, só querem que sejam garantidos o que lhes é de direito, nada mais. Questionado sobre isso, diz que lhes interessa o respeito dos “bandidos” do Ministro e do Director Nacional da Polícia que prometeram ao povo cabo-verdiano no Parlamento, que uma das formas de combate à criminalidade seria, a dotação por parte da PN de uma grelha salarial única que nunca teve.

Acreditando firmemente no propósito da polícia, diz que vão sair na rua sem medo de nada, cientes de que a justiça está do seu lado.

Em causa desta ameaça de paralisação estão as reivindicações da classe no que toca ao nivelamento salarial “digno e condizente” com a natureza e função entre os três ramos da PN – Polícia da Ordem Pública, Polícia Marítima, Guarda Fiscal, as promoção e carreiras em atraso e à redução da carga horária.

  1. Alcidia Lopes

    Plícia ne Soncent te estod tud dia ne greve ê sô bo ba ne eskuadra de fonte inês e ne comando bo te encontrach so sentod sem fazed nada e bo te ba faze um keixa ech te maltratob e so reagi ech te manda fchob, mi um ba faze um keixa um incontra um plicia ke Odair Evora la êl k recebem nha keixa pq el tava te estuda e ainda el ameaçam kel tava fcham so pq um reclama, bzot te otcha kel tem direito a ter aumento sal

  2. Alcidia Lopes

    tem plicia ê k te merece aumento ma otch nem merecem akel k está ganhando quanto mais otch condições, govern deve resolvech ess questão ma também controlach e poch ne trabói

  3. Joacyr Maocha

    och plicia tita liga mach ess ses interess pessoal duki trabai, bo te otchach ess so k livro na mon e traboi ke bom nada, ne soncent ê um vergonha

  4. Joacyr Maocha

    aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii kuitod de nôs

  5. cirilo Cidário

    Em todas as profissões do mundo há bons e maus profissionais, a policia não é excepção, por isso antes de criticar deve inteirar o porque dessas reivindicações. Já estamos 42 anos a sofrer. As pessoas devem ler os jornais que o Ministro disse que os problemas da PN seriam resolvidos o mais tarde até fim do mês de março. Até esta nada. Porque só policia deve ter espirito de missão? Quando vais ao Banco de Urgência a noite que só és atendido depois do amanhecer? Pedes espirito de missão ao médico? No entanto ele está a ganhar o seu bom ordenado mais uma recompensa por ser depois da sua hora de trabalho.

  6. Manuel Santos

    Muitas vezes a população olha nôs na rua mas não sabem o que passamos, imaginem nós do corpo de intervenção somos torturados pelo comando, comandante regional e comissário orlando évora, trabalhamos mais de setenta e oito horas por semana, vinte e quatro horas praticamente sem descanso, ainda com acréscimo dos mandadinhos do comandante regional e dos amigos do évora, até carnavais de crianças, festas privadas dos seus amigos e ainda somos sujeitos a fortes perseguições e ameaças, e muitas vezes chamadas de atenções sem respeito devido ao seu stress…. esem direito de estudar como os outros policias de são vicente….ele é um burro

  7. Manuel Santos

    triste sina ter um comandante como este…..

  8. Manuel Santos

    Intervenção vai ficar sem ninguem porque ninguem aguenta tanta carga horária e desvalorização deste corpo, quendo concorri para ser agente deste corpo pensei que iria integrar num corpo que realmente era uma unidade valorizada, mas os comandantes/oficiais da polícia em são vicente utiliza nós para seus benefícios e dos seus amigos…..basta

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