Polícia Nacional: “Há razões para a greve?”, pergunta o Ministro

24/03/2017 08:15 - Modificado em 24/03/2017 08:15

O XI Conselho de Comandos da Polícia Nacional arrancou na Cidade da Praia e será uma oportunidade para os responsáveis da Polícia Nacional analisarem, durante dois dias, o relatório de actividades de 2016, os objectivos da PN e ainda o novo modelo integrado de policiamento de proximidade, para além dos problemas que a Polícia Nacional enfrenta.

O Director Nacional da Polícia Nacional, Emanuel Moreno, em declarações à imprensa diz que os problemas vão desde o número insuficientes de agentes e realça o esforço do Governo em recrutar novos agentes, menciona unidades que carecem de meios e de instrumentos operacionais, situações que, no seu ponto de vista, carecem de resolução.

Enaltece a forma como a PN vem trabalhando, reflectida numa diminuição da criminalidade em três por cento.

Este Conselho acontece na mesma semana que o Sindicato dos Agentes da Polícia Nacional anunciou a greve para o fim do mês de Março. O Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, assim como o Director Nacional são unânimes ao dizer que não existem razões para a greve.

Para o Director Nacional, não há motivos para a greve porque a Associação dos Agentes da Polícia Nacional e a Direcção Nacional defendem “o mesmo lado”, porque, “estão a defender os interesses dos efectivos”. E para amenizar a vontade de greve por parte dos agentes, diz que é necessário ter paciência, já que algumas questões estão perto da sua resolução.

O Ministro “anima” os agentes da PN ao afirmar que o Governo reservou no Orçamento Geral do Estado cerca de 178 mil contos para resolver as discrepâncias das tabelas salariais, o problema das promoções e progressões dos efectivos, a aquisição de quarenta viaturas e, ainda, a formação de cento e vinte agentes e de 40 subchefes para reforçar as unidades onde existe deficit de pessoal.

“Não havendo falta de vontade política e não havendo falta de empenho ou de recursos financeiros, estamos empenhados a resolver os problemas, estando o Ministério sempre aberto ao diálogo”, afirma o Ministro, antes de questionar se existem ou não razões para a realização da greve.

  1. O nível salarial de base maior na Polícia Nacional não é o que o Ministro diz. Isso não corresponde à verdade. O maior nível salarial de base na PN é encontrado no salário do Guarda Fiscal. O Ministro mente e a SINAPOL também mente aos caboverdianos e aos efetivos da Polícia quando dizem que o maior nível é o da Polícia da Ordem Pública. Um Guarda fiscal tem como salário base o vencimento que o Governo lhe paga mensalmente e mais 50% porcento do seu seu vencimento base pelo trabalho que presta nas alfândegas do pais. O SINAPOL mente aos policias no geral porque o presidente do SINAPOL é do ramo da Polícia vindo da Guarda fiscal e ele é um beneficiados por esse regime. A Polícia Marítima também tem como salário o vencimento base que lhe é pago pelo Governo e mais 30% do seu vencimento base mensalmente que lhe é pago por estar dentro dos barcos nos portos. O Guarda fiscal fiscal recebe os 50% de vencimento mais o vencimento base de 42000 mil escudos e mais 50% fazendo 63000 mil escudos por mês. O Guarda da Polícia Marítima recebe 49000 mil escudos e mais 30% o que faz 63700 mil escudos e setecentos. A Polícia de Ordem Pública é a única que recebe menos. Recebe 42000 mil escudos de vencimento por mês e mais 15% de gratificação dados pelo estado o que faz 48300 mil escudos e oitocentos. Estes é que são os valores. O Ministro mente e o seu Governo porque não tem dinheiro para resolver o problema e o presidente da SINAPOL mente também aos policias porque ele é parte do problema e não a solução. Como oficial da Guarda recebe por mês mais de 150 contos: vencimento de oficial da GF que ronda 95000 mil escudos mais 50% de prémio por guardar os barcos nos portos e as cargas.

  2. Atento

    Nada de novo. Eles passam a vida a mentir…

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