2/3 dos cabo-verdianos acha que a melhor forma de despartidarizar a administração pública é a isenção

23/03/2017 08:08 - Modificado em 23/03/2017 08:08

O estudo da Afrosondagem revela que para 2/3 dos cabo-verdianos, a melhor forma de despartidarizar a Administração Pública passa por exigir uma postura de isenção aos titulares de cargos públicos. Por outro lado, cerca de ¼ não se mostra convencido com essa opção e declara a sua discordância.

A concordância com este princípio atinge proporções consideráveis em todos os domínios de estudo, destacando-se S. Nicolau, o interior de Santiago e o Sal onde praticamente 8 em cada 10 inquiridos emitiu a própria opinião favorável. No Maio, no Fogo, na Brava e na Praia, os resultados seguem a mesma tendência situando-se à volta dos 70% de respostas neste sentido.

Boavista afigura-se como o único caso em que a proporção dos inquiridos que discorda (42%) supera a dos que concorda com este princípio (28%).

A concordância com o princípio de despartidarização da administração pública pela via da exigência de atitudes e comportamentos de isenção aos titulares de cargos públicos é maioritária entre os indivíduos de ambos os sexos, de todas as faixas etárias, tende a aumentar com o nível de instrução e de rendimento dos inquiridos e colhe o apoio de cerca de 64% dos militantes/simpatizantes do MpD e do PAICV e de 75% daqueles que garantem não possuir nenhum tipo de vínculo com qualquer um dos partidos políticos.

 Ficha técnica

Foram realizados cerca de 3.560 inquéritos de uma forma aleatória junto das famílias em todas as ilhas. O intervalo de confiança foi de 95% para um erro de amostragem de aproximadamente 5%.

A recolha de dados foi realizada entre os dias 17 e 19 de Fevereiro de 2017.

Este inquérito tem como objectivo geral recolher subsídios junto dos cidadãos que permitam ao Governo conhecer de uma forma aprofundada a opinião dos cabo-verdianos sobre esta matéria, para melhor preparar e avançar com uma proposta de lei para o Parlamento sobre as incompatibilidades políticas, com o intuito de envolver todos os actores políticos.

  1. Esta vossa sondagem é um disparate completo. Nem deviam publicá-la. Como é possível fazer uma sondagem em Cabo Verde e ignorar nela a opinião de quase 19% da população de CV, no caso a ilha de São Vicente. Os idiotas, puxa-sacos do bairro da Achadinha na Praia querem ver se ganham alguma chupeta ou mama gelado do MPD agora no poder e por isso fazem esse frete descarado.

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