Caso Príncipe III: Ministério Público pede condenação de 13 anos para o transportador da droga

21/03/2017 07:05 - Modificado em 21/03/2017 07:05
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O Tribunal da Comarca da Praia terminou no passado dia 14 a audiência de julgamento do processo Príncipe III. Doze arguidos e várias testemunhas foram arroladas ao processo. O Ministério Público absolveu alguns dos arguidos, mas pediu que o arguido Fernando Furá fosse condenado a uma pena de 13 anos uma vez que foi considerado responsável pelo transporte da droga. O veredicto final deverá ser conhecido no próximo dia 12 de Abril.

Depois da realização da Audiência Contraditória Preliminar, os envolvidos foram pronunciados a serem julgados. Os doze arguidos foram julgados no Tribunal Colectivo constituído por três juízes. Após uma semana de audiência, os arguidos vão comparecer no dia 12 de Abril para conhecerem a sentença.

Cinco dos arguidos estão em prisão preventiva, entre eles um cabo-verdiano, um russo e quatro brasileiros. O julgamento do caso Príncipe III acusa os arguidos de crime de Associação Criminosa e Tráfico Internacional de Droga.

A defesa dos arguidos está sob a responsabilidade dos advogados José Manuel Pinto Monteiro, Francisco Almeida, Félix Cardoso, José Henrique Freire de Andrade e José António Tavares.

O representante do Ministério Público considerou o arguido Fernando Furá o responsável pelo transporte da droga e pediu a sua condenação a 13 anos de reclusão. Contudo, pediu a absolvição de alguns arguidos envolvidos neste processo.

A apreensão de 280 quilos de cocaína ocorreu no Sul da ilha do Fogo. O navio de pesca brasileiro denominado Príncipe III, provinha do Brasil para fazer o transbordo da droga em águas cabo-verdianas, mas não terá chegado ao local combinado por falta de combustível. A droga provinha da América do Sul, passaria por Cabo Verde e, posteriormente, seria exportada para a Europa.

Na sequência da investigação, a Polícia Judiciária apreendeu 450 litros de combustível, armas e munições, telefones por satélite, 2 mil contos ECV, cerca de 4 mil dólares, 24 mil euros, além de vários documentos com relevância para a investigação criminal.

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