Perante “silêncio” do governo a PN anuncia greve de três dias

21/03/2017 06:51 - Modificado em 21/03/2017 06:51
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Os agentes da Polícia Nacional (PN) marcaram uma greve  de três dias no final do mês de Março, caso o Governo não responda as reivindicações relacionadas com promoções salariais, e as promessas do executivo que deveriam ser satisfeitas em 2016.

“Os problemas foram levantados em 2015 com a criação do sindicato, mas em 2016 num périplo a nível nacional, descreveu-se com diplomacia o estado da inquietude da situação da Polícia Nacional (PN) ao Ministério da Administração Interna” diz José Barbosa, mas este esclarece que mesmo com dificuldades a PN manteve-se serena com mudança do Governo. Todavia o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) garante que apesar das várias audiências solicitadas depararam com um “ silêncio” do executivo, desta forma o representante da PN acredita que a diplomacia está a falhar, o que leva a anunciar a grave. 

“Não obstante a complexidade da segurança e o sentimento aparentemente calmo da classe, com a recente mudança do Governo, a situação continua insuportável, com mais carga e sacrifícios às costas diante das limitações existentes” afirma José Barbosa em entrevista à Inforpress. O sindicalista adianta que a solução e medidas executivas estão relacionadas com a nivelação salarial, promoções pendentes, carga horária e regulamento de trabalho, que deveriam ser atendidas até Março, “mas, por falta de diálogo, a situação laboral é cada vez mais precária, desagradável e desmotivante” frisa José Barbosa.

O presidente do SINAPOL, José Barbosa, assegura que haverá paralisação da Polícia Nacional nos dias 30, 31 e 01 de Abril, seguida de uma manifestação e adianta que tal medida deve-se ao “silêncio do Governo perante os 178 mil contos orçamentados para resolver os problemas da PN, o sindicato anuncia uma greve, seguida de uma manifestação a nível nacional”, desta forma o SINAPOL apela adesão de todos os profissionais da PN de Santo Antão a Brava, a unirem-se à luta em prol da protecção e defesa da dignidade laboral, salarial e profissional dos agentes da Polícia Nacional.

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