Vibradores inteligentes espiavam utilizadores

20/03/2017 18:03 - Modificado em 20/03/2017 18:03
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Uma empresa de vibradores inteligentes canadiana foi condenada a indemnizar os clientes, depois de um tribunal norte-americano ter provado que dados pessoais dos utilizadores estavam a ser recolhidos sem autorização.

O caso chegou a um tribunal de Chicago, nos EUA, em setembro do último ano, quando uma cliente da We-Vibe alegou que a empresa estava a vender aparelhos “que secretamente recolhiam e transmitiam informações sensíveis sobre os consumidores sem o seu conhecimento ou autorização”.

A We-Vibe tem uma linha de vibradores com ligação bluetooth que podem ser controlados à distância através de uma aplicação, que permite que “os casais possam manter a chama acesa quando, estão juntos ou longe”, diz a empresa sobre a linha de produtos. O problema, segundo determinou o tribunal, é que a segurança da ligação bluetooth dos aparelhos é baixa, o que permite que facilmente alguém possa controlar o vibrador sem consentimento dos proprietários.

Para adensar a questão, o aparelho, em conjunto com a aplicação de controlo, recolhe informações de uso como intensidade de vibração, números de utilizações, bem como data e hora. Os dados eram ainda associados a um email do cliente, que era partilhado com os servidores centrais da empresa, revela a televisão pública canadiana, CBC.

Os clientes que compraram o vibrador vão poder exigir até cerca de 187 euros ao fabricante. Os utilizadores que compraram o aparelho e utilizaram a aplicação poderão ser indemnizados num valor que pode chegar, aproximadamente, aos 9500 euros.

A Standard Innovation, a empresa-mãe da We-Vibe, diz ter melhorado a segurança da aplicação e possibilitar aos clientes mais escolhas sobre os dados pessoais que partilham.

jn.pt

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