Presidente da Assembleia Nacional no segredo “dos Deuses” sobre o Novo Banco

17/03/2017 07:50 - Modificado em 17/03/2017 07:50

Os representantes do Novo Banco reuniram-se com o Presidente da Assembleia Nacional e também com o Presidente da República para exporem as suas preocupações com a resolução da instituição bancária, com o objectivo de lutarem para não serem enviados para casa apenas com uma indemnização, como a porta-voz do grupo anunciou.

 

Há um sigilo em volta da reunião com o Chefe da Casa Parlamentar e nenhuma das partes quis falar à Comunicação Social e Jorge Santos adianta apenas que a situação do Novo Banco “é um assunto sensível”, uma vez que os funcionários estão perante o desemprego iminente. Sabe-se que os representantes dos trabalhadores do NB entregaram a Jorge Santos um documento cujo conteúdo não foi revelado, isto de acordo com a Inforpess.

O grupo representante do Novo Banco também já foi recebido pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca e também pelo Ministro das Finanças, Olavo Correia. Este assegura que o Governo fará de tudo para que o quadro jurídico cabo-verdiano seja respeitado neste caso, mas adiantou que não poderá garantir a integração dos trabalhadores na Caixa Económica, como é desejo deles. Isto porque a porta-voz Ivanilda Cruz diz que “não querem ser simplesmente indemnizados para irem para casa, mas sim manter os postos de trabalho” e equacionaram como solução, a integração na Caixa Económica de Cabo Verde, instituição para onde foi transferida a maior parte dos activos e do passivo do NB.

O Ministério Público, por sua vez, irá proceder à abertura da instrução criminal, caso se justifique, após a apreciação de todos os documentos e informações disponíveis sobre a resolução do NB.

 

  1. Clara Medina

    [Temos uma média de idades de trinta e poucos anos, formação e muita experiência de banca. Somos trabalhadores perfeitamente enquadráveis naquilo que é o negócio da Caixa Económica. Vemos com bons olhos essa integração até porque todos estamos na área da banca. O negócio foi “para a Caixa Económica” e de certeza que vão precisar de mais gente para acautelar o acréscimo da carteira de clientes. Seria uma solução viável”, diz Ivanilda Cruz ao portal Sapo.]
    A pergunta que gostaria de fazer a Ivaldina Cruz como é que com todas essas super qualificações desses funcionários o Novo Banco foi linha recta para a falência isto é teve um ataque cerebral fulminante sem ter sido assinalado por nenhum desses super funcionários qualquer sintoma de doença financeira mortal.
    Ou será que esses funcionários foram pouco cautelosos no que respeita a acautelar o acréscimo da carteira dos clientes mas sim mais zelosos no acréscimo da sua carteira e dos seus pornograficos salários conforme li em vários artigos?

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