EUA: Alegadas escutas de Obama a Trump «sem provas»

16/03/2017 07:49 - Modificado em 16/03/2017 07:49
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O presidente do Comité dos Serviços de Informação da Câmara dos Representantes dos EUA, Devin Nunes, disse que não conhece provas de que Donald Trump tenha sido escutado por Barack Obama, como o atual presidente dos EUA afirmou recentemente.

«Não temos provas de que isso aconteceu. De facto, depois das conversas que tive na última semana, não acredito que tenha havido escutas na Torre Trump», sublinhou o senador republicano, em conferência de imprensa.

Devin Nunes, que integrou a equipa de transição de Donald Trump e tem sido um grande defensor do 45.º presidente dos EUA, disse que se o que Trump escreveu na rede social Twitter for literal «então, claramente, o presidente está errado».

Donald Trump pediu, na semana passada, ao Congresso norte-americano para investigar eventuais escutas de que tenha sido alvo por ordem do seu antecessor antes das eleições, no âmbito do caso de alegada interferência por parte da Rússia, e determinar se o governo de Barack Obama abusou dos seus poderes.

No Twitter, Trump acusou Obama de o ter colocado sob escuta antes das eleições presidenciais de 8 de novembro de 2016, sem, porém, dar pormenores ou referir provas.

Kevin Lewis, porta-voz do antigo presidente norte-americano, afirmou no mesmo dia que Barack Obama nunca ordenou a vigilância de qualquer cidadão norte-americano, desmentindo as acusações de Donald Trump.

Já o diretor do FBI, James Comey, argumentou que a gravidade das acusações de «escutas» às comunicações de Trump exigia um comunicado público por parte do Departamento de Justiça de que eram incorretas – Comey será ouvido no Congresso na próxima segunda-feira, na primeira sessão pública da investigação sobre a interferência russa nas eleições americanas.

Os ataques contra Barack Obama surgem numa altura em que a administração de Trump está envolvida em polémica acerca de contactos durante a campanha e o período de transição entre responsáveis russos e alguns dos seus assessores e conselheiros, incluindo o secretário da Justiça, Jeff Sessions.

 

abola.pt

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