Homem ficou impedido de trabalhar devido a acidente no trabalho, procura apoio

16/03/2017 07:36 - Modificado em 16/03/2017 07:36

Francisco Lopes, pedreiro de 51 anos, reside na zona de Safende, Praia. Há cerca de nove meses que deixou de trabalhar devido a um acidente de trabalho que lhe causou lesões na coluna impedindo-o de caminhar, provocando dores intensas. Francisco que é viúvo e pai de oito filhos vive numa humilde residência, com o tecto a cair em pedaços representando risco de vida. Impossibilitado e sem saber onde recorrer, o entrevistado veio a pelar a sensibilidade das pessoas no sentido de poder minimizar o seu sofrimento e o da sua família.

Há sete anos que Francisco perdeu a sua companheira devido a uma doença e viu-se obrigado a conciliar os dois papéis, de pai e de mãe dos seus oito filho. A luta para dar o melhor de si e conseguir levar o sustento à família tem sido constante. Porém, na luta pela sobrevivência, foi solicitado para trabalhar na colocação de uma laje.

Entretanto, ao subir uma escada com uma carga de areia sobre seus ombros, foi traído por um degrau. Não tendo conseguido assegurar-se, Francisco caiu tendo a carga atingido as suas costas causando-lhe lesões graves na coluna. O acidente que deixou o pai e chefe de família impossibilitado de trabalhar, ocorreu há menos de nove meses. Uma vez que o trabalho de pedreiro por conta própria não lhe dava possibilidade de abrangência ao INPS, Francisco continua ao Deus dará, abandonado à sua sorte.

A corrida para o hospital tem sido constante, devido às fortes dores mas pouco tem resultado. Para além das consultas e análises, Francisco ainda não tem um diagnóstico definitivo e não sabe se poderá voltar a fazer a vida normalmente.

Questionado sobre a forma de sobrevivência, o entrevistado adiante entristecido que depende de um dos filhos que também tem um emprego precário, os recursos têm sido insuficientes pois a família é constituída por filhos e netos.

Curvo e sem poder colocar-se de pé por muito tempo, Francisco afirma que há cerca de três semanas que o médico lhe receitou medicamentes e solicitou vários exames, mas que devido às possibilidades financeiras não conseguiu os medicamentos. Entretanto. também não foi possível realizar um dos exames solicitados devido a avaria no aparelho no Hospital Agostinho Neto. O mesmo diz que a solução poderia ser procurada na clínica privada, mas não há disponibilidade financeira.  

Numa humilde residência na zona de Safende, vive Francisco e três dos seus oito filhos, sendo um deles deficiente visual. Para além de problemas de saúde, a família vive em condições precárias e correm risco de vida, devido às condições da casa onde moram. O tecto construído há vários anos, já dá sinais de ruptura, partes do reboque caíram por completo e o risco é eminente.

Doente, desempregado e sem qualquer pensão ou apoio social, o entrevistado desesperado apela pela sensibilidade das pessoas no sentido de o ajudarem a realizar os exames. O mesmo almeja alcançar a sua saúde e voltar a trabalhar. Com o aproximar-se da época das chuvas, Francisco teme que o pior venha a acontecer, por isso, pede apoio e boa vontade das pessoas no sentido de poder recuperar o tecto da casa.

Para as pessoas que se sentirem sensíveis por esta causa, Francisco deixa o seguinte contacto móvel. 9207611

  1. Madoro

    Triste realidade da segurança no trabalho e social ainda no nosso país.

    Vamos estender uma mão solidária a este nosso conterrâneo!

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