Novo Banco: ADECO questiona confiança nas instituições

15/03/2017 08:14 - Modificado em 15/03/2017 08:14
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A situação que se vive com a extinção do Novo Banco tem, de um lado, não só a empresa e os trabalhadores, e do outro, também os clientes, utilizadores do banco. Para a ADECO (Associação de Defesa dos Consumidores), a situação do banco “é preocupante”, porque, segundo António Pedro Silva, Presidente da ADECO, “toca num aspecto fundamental que é a confiança”. Pedro Silva levanta a questão de até quando se pode confiar nas instituições em Cabo Verde e acrescenta ainda que a base de qualquer negócio é a confiança.

“Mais grave ainda é a forma como os que ocupam cargos de extrema responsabilidade gerem estas situações”. E chama a atenção ao envolvimento no processo do INPS que surge como segundo maior accionista com cerca de quarenta e dois por cento.

“A responsabilidade do INPS é de todos, e algum grupo decidiu usar o dinheiro para se manter no poder. Como é que o Conselho de Administração do INPS faz este tipo de frete? É quase um crime”. Pedro Silva questiona o facto de muitas vezes os utentes não conseguirem fazer tratamentos por falta de recursos do Instituto, aliado ao discurso de sustentabilidade do INPS e questiona como é que “ousaram” utilizar os recursos desta forma.

Ainda sobre a situação, o Presidente da ADECO pede a responsabilização dos que deixaram o banco chegar a este ponto. Não pede apenas responsabilidade política, mas “pagar os próprios custos”. Pedro Silva relembra a importância da confiança, sublinhando que “é algo fulcral e quem falhar na confiança tem que ser penalizado, tem que pagar os prejuízos”.

Sobre a protecção do consumidor na área bancária, sublinha que este ainda “está mal protegido e o sistema funciona de forma muito deficiente”.

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