Olavo Correia: “o governo não tem intenção de criar um novo banco de financiamento ao microcrédito”

15/03/2017 07:58 - Modificado em 15/03/2017 07:58
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O Ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, negou hoje que seja intenção do Governo criar um novo banco de financiamento ao microcrédito e às pequenas e médias empresas na sequência da resolução do Novo Banco.

“Não há necessidade, porque o mercado financeiro do microcrédito é muito pequeno e não tem escala para termos um banco com a dimensão do Novo Banco que tem custos elevadíssimos e não funciona”, disse Olavo Correia. 

O Banco Central Cabo-Verdiano (BCV) anunciou na quarta-feira a resolução e venda à Caixa Económica de Cabo Verde de parte da actividade do Novo Banco, uma instituição de capitais quase exclusivamente públicos com cerca de 13.200 depositantes, 60 trabalhadores e vocacionada para a economia social e o microcrédito.

A resolução do Novo Banco é um primeiro passo para a sua extinção administrativa que representará um prejuízo estimado em cerca de 16,3 milhões de euros para os cofres do Estado e deixará cerca de 60 trabalhadores no desemprego.

O Ministro das Finanças que falava hoje aos jornalistas na cidade da Praia, respondia desta forma ao Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV, o principal partido da oposição), que, na segunda-feira, acusou o executivo de ter liquidado deliberadamente o Novo Banco para criar uma instituição semelhante dedicada ao financiamento das pequenas empresas.

“Estamos a trabalhar numa linha de crédito para apoiar as micro e pequenas empresas e isso não passa pela criação de uma instituição com a natureza do Novo Banco”, sublinhou Olavo Correia.

O Ministro das Finanças reforçou a necessidade de apurar responsabilidades relativamente à resolução do Novo Banco, considerando que foi feito “tudo errado” neste processo.

“Esta instituição não tinha como dar certo. A melhor solução para proteger os contribuintes, os depositantes e o sistema financeiro foi a resolução”, reafirmou, adiantando que dará todas as informações no Parlamento.

Na sequência do anúncio da resolução, o partido da maioria (MpD) chamou ao Parlamento, com carácter de urgência, todos os intervenientes no processo, actuais e passados, devendo as audições começar na próxima semana.

 

 LUSA 

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