Funcionários do Novo Banco querem ser integrados na Caixa Económica

15/03/2017 07:55 - Modificado em 15/03/2017 07:55

A porta-voz, Ivanilda Cruz, lamenta terem sido informados da resolução sobre o Novo Banco de Cabo Verde (NBCV) pela Comunicação Social e, por falta de informação. Inicialmente , os funcionários acreditaram que seriam integrados na Caixa Económica. Porém, este cenário não se vai efectivar e os funcionários pedem  uma solução sensata e viável.

Os trabalhadores  rejeitam o simples despedimento com indemnização após o fecho do Novo Banco e Ivanilda Cruz acrescenta que “temos um quadro de pessoal, temos informações, queremos sentarmo-nos com as pessoas de direito e negociar. Ver, de acordo com o quadro de pessoal, onde podemos enquadrar as pessoas conforme o seu percurso profissional. Que seja uma negociação “win win’”, ou seja, que os trabalhadores não sejam prejudicados.

“Temos uma média de idades de trinta e poucos anos, formação e muita experiência de banca. Somos trabalhadores perfeitamente enquadráveis naquilo que é o negócio da Caixa Económica. Vemos com bons olhos essa integração até porque todos estamos na área da banca. O negócio foi “para a Caixa Económica” e de certeza que vão precisar de mais gente para acautelar o acréscimo da carteira de clientes. Seria uma solução viável”, diz Ivanilda Cruz ao portal Sapo.

Os funcionários receberam a  notícia de que não serão enquadrados na Caixa Económica e a porta-voz adianta que “não houve nenhum contacto directo com os trabalhadores. Ninguém nos comunicou oficialmente. Ficámos a saber pela Comunicação Social e quase uma semana depois do Banco Central ter decretado a extinção do Novo Banco, ainda não tínhamos uma comunicação oficial” e, devido à falta de diálogo, pensámos que. numa primeira fase, os trabalhadores seriam reintegrados. 

“Não queremos ir para casa só com uma indemnização. Queremos saber em relação ao nosso futuro”, acrescenta Ivanilda. A porta-voz pede uma solução sensata e viável que acautele “o lado humano” tal como protegeu “o lado financeiro”. A porta-voz conclui que, neste momento, os trabalhadores estão abertos a negociar de forma serena e “sem tumultos”, mas Ivanilda Cruz não descartou uma mudança de atitude no futuro.

  1. Clara Medina

    [Temos uma média de idades de trinta e poucos anos, formação e muita experiência de banca. Somos trabalhadores perfeitamente enquadráveis naquilo que é o negócio da Caixa Económica. Vemos com bons olhos essa integração até porque todos estamos na área da banca. O negócio foi “para a Caixa Económica” e de certeza que vão precisar de mais gente para acautelar o acréscimo da carteira de clientes. Seria uma solução viável”, diz Ivanilda Cruz ao portal Sapo.]
    A pergunta que gostaria de fazer a Ivaldina Cruz como é que com todas essas super qualificações desses funcionários o Novo Banco foi linha recta para a falência isto é teve um ataque cerebral fulminante sem ter sido assinalado por nenhum desses super funcionários qualquer sintoma de doença financeira mortal.
    Ou será que esses funcionários foram pouco cautelosos no que respeita a acautelar o acréscimo da carteira dos clientes mas sim mais zelosos no acréscimo da sua carteira e dos seus pornograficos salários conforme li em vários artigos?

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