Mulher que transportava cocaína na vagina condenada a quatro anos de cadeia com pena suspensa

14/03/2017 08:31 - Modificado em 14/03/2017 08:31
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O Tribunal da Comarca de São Vicente condenou ,nesta segunda-feira,  uma mulher a quatro anos de prisão, suspensa da sua execução por três anos, pelo crime de tráfico de drogas.

O primeiro Juiz Crime do Tribunal de São Vicente condenou nesta segunda-feira uma mulher a quatro anos de prisão, suspensa da sua execução por três anos, no transporte de um embrulho de cocaína que transportava na vagina, com cerca de 264 gramas.

A mulher estava acusada do crime de tráfico de estupefacientes, depois de ter sido detida em Janeiro do ano transacto, no Aeroporto Cesária Évora, pela Policia Judiciaria numa operação de rotina.

De acordo com o juiz que presidiu o julgamento, ficou provado as acusações contra a arguida, natural de Santo Antão. Que esta aceitou transportar o produto estupefaciente do Brasil para Cabo Verde e fê-lo “consciente e de livre vontade”. No entanto, o magistrado acrescentou que “não se provou” que o produto, a cocaína, iria ser vendido pela arguida. Que neste caso, serviu como “correio” para o tráfico.

Disse ainda que de livre e espontânea vontade, confessou o crime perante o tribunal, o que a ajudou na deliberação do processo.

“A partir de agora é preciso ter cuidado. A senhora, nos próximos três anos  tem de demonstrar ao tribunal que este voto de confiança que lhe foi dado é merecido”, sublinhou o juiz, dirigindo-se a arguida, no final da leitura da sentença.

Segundo o despacho da acusação, em Janeiro do ano passado, a arguida, num voo proveniente de Fortaleza, Brasil, ao chegar em São Vicente, Cabo Verde foi abordada pela PJ, que efectuou testes toxicológicos e descobriu que esta estava na posse de drogas.

De livre e espontânea vontade, confessou ainda no local que transportava um embrulho com cocaína na vagina. Nisto foi conduzida ao Hospital Baptista Sousa, onde foi feita a remoção do estupefaciente, cerca de 264 gramas.

O Ministério Público relatou que, comercializado a arguida lucraria o montante de 1320 contos (mil trezentos e vinte contos), o que não foi provado se este seria vendido pela arguida.

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