PAICV: “Há falta de vontade política do Governo para salvar o Novo Banco”

14/03/2017 08:26 - Modificado em 14/03/2017 08:26

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) acusa o actual Governo de extinguir o Novo Banco de forma intencional e consciente. Isto porque após as eleições de Março de 2016 os acionistas deliberaram, em Assembleia Geral, aumentar o capital em 700 milhões de escudos, porém esse compromisso não foi respeitado pelo executivo, justifica Nuías Silva, deputado e vice-presidente da oposição.

“A verdade é que este compromisso assumido em Assembleia Geral em Abril de 2016 não foi respeitado pelo atual Governo, que não efetivou, na condição de acionista maioritário, o aumento de capital deliberado”, assegura o vice-presidente do PAICV. Este acredita que esta atitude executiva agravou a situação económico-financeira e a recuperação do Novo Banco. Desta forma a oposição acusa o Governo de contribuir para o  encerramento da instituição por não ter aprovado o aumento de capital decidido pelos acionistas.

Nuías Silva acredita que este desfecho do Novo Banco deve-se “a falta de vontade política, pois não foram acionadas medidas pelo atual Governo” e acusa o Movimento para Democracia de fechar o Novo Banco deliberadamente, uma vez que próprio Programa do Executivo para esta Legislatura, aprovado pelo parlamento, propõe a criação de “um banco as Pequenas e Médias Empresas (PME) de primeira linha”. Desta forma o PAICV defende que foi uma opção política do Governo para abrir caminho à criação de uma instituição semelhante para financiar PME. “O caso implica uma investigação séria e competente, por quem de direito, com vista a apurar os eventuais responsáveis de todos os atos praticados” solicita o deputado do PAICV após acusar o Governo de encerrar o Novo Banco deliberadamente.

Por sua vez, deputado e responsável da UCID em São Vicente, João Santos Luís, apela para a responsabilidade política, criminal e financeira dos envolvidos no caso Novo Banco com a devolução ao Estado dos “valores perdidos”. Ainda o deputado, acrescenta que “num caso como este, a culpa não pode morrer solteira e relembra que em outras partes do mundo os governantes e altos responsáveis são alvos de auditorias, mesmo depois de cessar funções, em que se descobre anomalias, são julgados, cumprem pena e pagam pelos danos provocados à sociedade” isto de acoro com a Inforpress.

Por outro lado, ministro Olavo Correia pediu a intervenção do parlamento e das autoridades judiciais para responsabilizar os intervenientes na falência do banco. O partido que sustenta o Governo quer ouvir no parlamento “os principais intervenientes” no processo de resolução, incluindo atuais e anteriores gestores, governadores do banco central e ministros das Finanças, lê-se no site Lusa.

  1. Jose Martins

    O PAICV enquanto esteve no poder, cometeu várias irregularidades
    Uma delas foi a criacao do Novo Banco, mesmo sabendo que não era viável. Pior foi obrigar ao INPS em injectar dinheiro dos contribuintes e colocar em causa o sistema. Quem sairá prejudicado é o povo que está descontando para a reforma e os doentes evacuados,pois se a situação já era caricata , imagina agora que o INPS ficou lesado em 900 mil contos. Peço uma C.P.I para todos os envolvidos neste esquema fraudulento e responsabilidades a ex ministra de Finanças Cristina Duarte e ao ex 1º ministro José Maria Neves.

  2. O Sr. Nuias talvez não sabe o que é gestão? Aqui não há politica, os números de negócio não deixam caminho para politização e partidarização.

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