Dia Internacional dos DJS, visto por um jovem DJ

10/03/2017 08:21 - Modificado em 10/03/2017 08:21
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O Dia Internacional dos DJS ou Dee jay, comemora-se no dia 9 de Março e é dedicado aos profissionais do mundo inteiro que seleccionam as músicas a serem tocadas em festas como por exemplo: boates, aniversários ou clubes. Também trabalham com um conteúdo diversificado, buscando agradar o seu público-alvo e mantê-lo animado.

O movimento DJ é considerado como sendo a maior manifestação cultural do século XX, levando ao conhecimento público nomes como Elvis Presley e Beatles. Ao longo dos anos, este fenómeno tem vindo a evoluir e a ganhar cada vez mais expansão com a globalização.

O NN convidou o jovem DJ santoantoniense Denis Lopes, conhecido como DJ GABBY, a partilhar um pouco da sua história no mundo dos DJS e as dificuldades que a classe encontra principalmente na nossa sociedade. Como o que move os DJ são o amor pela música, com Denis não poderia ser diferente. Denis conta que queria de alguma forma transmitir a paixão que sentia pela música. Paixão esta que começou em 2012, frequentando festas na discoteca Srrenegra Disco, em Povoação, Ribeira Grande, onde tinha como ídolo o DJ YOF.

Com tudo isso e com a vinda para a Universidade em 2012, aponta que começou aos poucos adquirindo os materiais necessários e convidado a participar em festas de aniversários, baptizados, etc. Denis aponta que foi em 2014 que teve a sua primeira actuação numa discoteca. Com viajem para a Holanda em 2015, adicionou outros materiais e, daí em diante, as oportunidades foram surgindo, tendo já participado em grandes eventos desde então em Santo Antão.

Convidado para mostrar o seu ponto de vista sobre o significado do Dia Internacional dos DJS, diz que “nos deram um dia porque já temos as noites. É um reconhecimento do valor dos DJS no dia-a-dia. É uma forma de expor essa paixão pela música que existe em nós”.

Para o DJ GABBY a vida de DJ é “ingrata”, por causa da falta do reconhecimento e do valor que são atribuídos aos DJS. “Na questão da remuneração, ou exploração entre os DJS iniciantes que tocam por qualquer quantia ou até mesmo não recebem nada para isso. Mas percebo isso porque já passei por isso e sei que ser lançado como DJ não é fácil. Às vezes, há muita falta de oportunidades. No meu caso, passei por muitas dificuldades, mas hoje já me acostumei; temos de trabalhar duro para que o reconhecimento chegue”, realça.

O DJ GABBY afirma que o seu grande objectivo sempre foi dar o seu melhor nas noites, de forma que sejam maravilhosas e arrepiantes para os fãs. O DJ GABBY já participou em grandes eventos em Santo Antão e diz que “o meu grande objectivo é chegar aos melhores palcos de Cabo Verde e internacionais. Já para o ano 2018, estou com um projecto para frequentar palcos internacionais. O projecto está a ser desenvolvido e espero que seja realizado. De momento, espero ainda neste ano para frequentar eventos noutras ilhas e subir em grandes palcos de São Vicente, Sal e Santiago”.

Já com um número significativo de fãs, em Santo Antão, o DJ indica que “sendo sincero, posso dizer que são meus amigos, que são muitos, mas isso não é muito relevante. O que me interessa é ver o público a vibrar como se fosse o último dia”.

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