Governo vai rever os procedimentos das esquadras policiais

10/03/2017 08:11 - Modificado em 10/03/2017 08:11

O Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, garante que o Governo vai rever as normas e os procedimentos relativos ao funcionamento das esquadras e postos policiais, assim como os procedimentos a ter com pessoas detidas e não detidas conduzidas às unidades policiais.

O caso da suspeita de homicídio do detido Hélder Delgado veio desencadear uma investigação por parte do Ministério Público, assim como a instauração de um inquérito por parte do Governo que culminou na suspensão dos agentes envolvidos. Este caso levou à constatação que as normas na esquadra policial na Achada de Santo António, em Santiago, não foram respeitadas. Neste sentido, o Ministro da Administração Interna assegura que haverá uma revisão das regras e que o Governo vai avançar com um projecto para a criação de um Centro Comum de Detenção na cidade da Praia, de modo a poder desactivar as várias celas nas diferentes esquadras policiais e encaminhar para um único espaço todas as pessoas detidas.

“Transparência na actuação policial, maior controlo e rigor nos procedimentos, distanciando os agentes captores dos trâmites subsequentes à detenção e especializando a intervenção dos efectivos face às pessoas detidas”, é o objectivo do Governo, adianta o Ministro Paulo Rocha. O mesmo acrescenta que também será adoptada uma Inspecção-Geral da Segurança Interna de meios humanos necessários ao acompanhamento do grau de cumprimento das normas e procedimentos internos.

Por outro lado, o Ministro Paulo Rocha considera que é um “exagero” dizer que o caso de Hélder põe a nu fragilidades dentro da Polícia Nacional, que neste momento tem mais de dois mil efectivos que fazem dezenas de detenções diariamente, isto de acordo com a Lusa e o Ministro adianta que todas as medidas internas serão tomadas em relação aos familiares, mas que as conclusões para o processo-crime estão a cargo do Ministério Público.

  1. Manuel Santos

    O Senhor Ministro terá que concordar comigo de que teve um comportamento infeliz e infantil ao dizer na comunicação social de que os 8 (oito) elementos da Policia que estavam de serviço nesse dia foram suspensos e desarmados. Com estas palavras o Ministro pôs em perigo a vida dos agentes bem como os seus familiares. Existe um processo em curso para averiguação dos factos que motivaram a morte do individuo encarcerado cujas únicas testemunhas apresentadas eram companheiros de cela do falecido…. Sem querer dar razão a ninguém , penso que as testemunhas são pessoas com comportamentos desviantes como é óbvio inimigos dos policias e, por isso, o instrutor desse processo terá que levar em conta essa premissa para não prejudicar pessoas inocentes que trabalham de sol à sol para tentar diminuir a criminalidade e dar segurança as nossas gentes. A finalizar queria dizer que com esta decisão do Governo em querer culpabilizar e atacar os policias para branquear alguma coisa – julgo eu – a criminalidade não vai diminuir mas sim aumentar .

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