SINAPL: “caso do Hélder está a ganhar contornos políticos excessivos”

10/03/2017 08:07 - Modificado em 10/03/2017 08:07

O Presidente do Sindicato da Polícia Nacional (SINAPOL), José Barbosa, assegura que a sua instituição apoiará juridicamente os agentes arguidos no processo-crime da morte do jovem Hélder Delgado, mas considera que este caso está a ganhar contornos políticos excessivos.

O responsável do SINAPOL em entrevista à Inforpress diz que “estamos perante um pré-julgamento na praça pública dos nove elementos afectos à Brigada de Investigação Criminal (BIC), mas creio que a justiça irá esclarecer tudo. As circunstâncias do sucedido serão, efectivamente, apuradas pelo Ministério Público, titular da instrução”. Desta forma, o Presidente daquele sindicato defende o respeito pelo poder judicial, uma vez que há caminhos que só se fazem com a Justiça.  

José Barbosa envia sentidas condolências à família lamentando o sucedido na Esquadra da Polícia que culminou com a morte do jovem Hélder Delgado, mas afirma que “o caso está a ganhar contornos políticos excessivos e um pouco exagerados” e o Presidente do SINAPOL adianta que “há contornos internos de natureza policial, sobretudo os de natureza disciplinar que não deveriam ser politizados” e justifica que nenhum processo disciplinar se coaduna com um “empolgamento público e político”.

Por outro lado, o representante do sindicato está preocupado com a segurança dos agentes, uma vez que “a questão que se coloca neste momento é qual o grau de segurança e protecção desses profissionais da Polícia Nacional que, basicamente, estão deixados à sua sorte”, sendo uma situação a lamentar, refere José Barbosa. Este relembra que “há cerca de um ano, uma mãe de um polícia afecto à Brigada de Investigação Criminal foi, a título de vingança e represália, brutalmente espancada na sua casa e deu entrada no Hospital da Praia acabando por falecer”, lembrou o Presidente do SINAPOL, para quem o caso teve uma “desconsideração triste e sem uma satisfação política” e que quase um ano depois, “não se conhece o curso da averiguação” daquele acontecimento, redundando-se num “silêncio total”.

 

  1. JOM CABECON

    contornos politicos excessivos: deixe-me rir. esse sindicalero. que se matem entao e se deixe os politicos isentos de qualquer resposabilidade perante a sociedade e esse…defendendo justica pela propria mao quando se lhe e conviniente. where is the state of low? tenho visto muita gentinha desta natureza…os vejo dou desgarga no auto-clismo todo santo dia.

  2. dora

    nu sta fala de um lugar que sai um alguem sem vida, negligencia sim. e kela é ka politicamente falando, sendo um instituison publico é tem ki tornado publico pa alguem tem conhecimento, pamo keli si era na empresa privado ta conteceba mesmo cuza e kez ” trabalhadores ou tudo alguem ki staba dento kel empresa tb ta serba implicado.

    nu ser mas humano assina de td, pamo tem presunson de inocencia ki na squadra é so preventivo te bai ser apresentado na tribunal e sindicato sta fala assi, nu ka meste sta gasta dinhero na reintegrason e inserson social, na direitos e deveres de trabalhador, direitos e deveres de empregador e direitos humanos.

    sindicato em vez de nhos sta fazeba es anuncio publico nhos devia prestaba atenson na processo de trabalhadores.

    governo ta anuncia sim, pamo nu ka sta fala de uns trabalhadores ma sim de um corporação interro.

  3. Maria José

    Concordo. O Ministro da Administracao interna precipitou-se e exagerou-se. Com isso nao quero dizer que os agentes tem razao. Temos que entregar nas maos da justica e confiar nela. Nada mais. Todo resto sao tretas e lamento que até ainda, passado 45 anos da nossa independencia, nao temos maturidade suficiente para agir !!!!!! Condolencias à familia da vitima. No aguardo da justica seja feita. Isenta e transparente.

  4. Manuel Santos

    Apoio incondicionalmente a atitude e o comportamento aqui relatados pelo Presidente do Sindicato da Policia Nacional. Penso também que este caso foi e está sendo muito politizado. Dá-me impressão que existe uma certa forma em querer branquear alguma coisa. Será? Ouvi da boca do Senhor Ministro da Administração Interna a dizer na Comunicação Social que ficou provado por testemunhas que também estavam encarceradas junto com o jovem falecido de que os policias de serviço não deram a devida atenção e ignorando por completo o pedido de socorro para prestar ajuda ao malogrado . Partindo de ilações e sem querer dar razão a quem quer que seja , escusado será dizer que são relatos de indivíduos com comportamentos desviantes ( inimigos dos policiais ) e que devem ser analisados com cautela para não pôr em causa a sustentação e a vida profissional de inocentes!!! Para terminar queria apresentar sentidas condolências à família do jovem Hélder Delgado .

  5. Aguinaldo Ferreira

    Os ladrões estão de parabéns em Cabo Verde. Têm toda a protecção e até a nível governamental.
    Os thugs foram alguns anos atrás convidados a assentarem na mesa com o governo anterior.
    E agora a história se repete com este novo governo. Familiares e amigos do delinquente vão até exigir indemnização do Estado de Cabo Verde e audiência com o Ministro.
    Espero que um outro Hélder irá beber água em casa de um dos governantes e que esse governante não esteja armado nem tão pouco com um pau. O resultado ou seja o desfecho já sabemos qual é ou será.E neste caso a Polícia será novamente atacada.
    Vale a pena ser delinquente neste País onde o cidadão cumpridor dos seus deveres é criminalizado e os criminosos protegidos.
    Não é por acaso que a criminalidade vai aumentar e cada vez mais sofisticada e que a Polícia se sinta cada vez mais frustrada e não cumpra devidamente as suas obrigações por ser atacada até a nível governamental.

  6. Clara Fortes

    Muitas famílias e amigos estão dependentes dos rendimentos provenientes da criminalidade pelo que são os primeiros a dirigirem para os mídia para contestarem qualquer acto que os impede de ter tais rendimentos. Não é por acaso que acostumamos em Cabo Verde com a cultura de que a criminalidade compensa.
    Agora pergunto quem é que até agora debruçou sobre as nefastas consequências não só materiais como traumatismos psicológicos das vítimas desses delinquentes? Para essas vítimas nunca se ouviu nem um pio dos chamados defensores dos Direitos Humanos. Até parece que só os criminosos e delinquentes é que são Humanos e que devem usufruir desses Direitos e que as vítimas é que passaram a ser criminalizadas.
    O tempo das eleições ficou para trás e com ele o tempo da diarreia das condecorações. Para quebrar a monotonia e creio haver ainda algumas medalhas esquecidas no fundo do baú e como incentivo à sociedade para defender o seu patrimônio e a sua integridade física e psíquica a vítima do roubo não concretizado deveria ser condecorada por este acto de muita coragem pela Polícia Nacional. Aqui fica a sugestão.

  7. É lamentável aforma como se conhece a morte do jovem, embora nao se ompreende ainda o porque de alguem ter procurado o interior da casa de outrem como fontanário.
    Outra preocupaçao é a forma como o caso tem sido tratado na comunicaçao social, houve declaraçoes preocupantes e irresponsáveis, quase que de procura de populismo. Os agentes foram destratados e desconsiderados pela Tutela e diretamente na comunicaçao siocial. Admite-se as culpas devem parar nas maos dos seus responsáveis, mas nao com tanta ligeireza desta forma como foi o caso.
    O que se apreendeu deste caso foi uma autentica despreparaçao em lider com assuntos tao sérios. Parece que a Tutela tem rancores com os policias. Em momento algum levantou hipotese de legitima defesa de propriedade.

  8. ya

    È hora de mostrarmos também que somos humanos. trabalhamos mais de 96 horas semanais e com um salário de porcaria. trabalho de baixo de sol e chuva, durante a noite e dia, sem direito de fim de semana e feriados, ainda somos humilhado… e um mínimo direito de reclamar… está na hora de dizer não. assim todos os funcionários fazem

  9. Delgado Silvestre

    Aonde anda a Direcção Nacional? Isso porque penso que o Ministro é um cargo politico ou seja é o responsável da politica do governo para a segurança interna e a Direcção Nacional que ocupa da organização da Policia no geral, portante é estranho que é o senhor Ministro que sempre aparece e a falar dos assuntos da PN , e que deveria o Director Nacional a falar dos assuntos policial.Os políticos passam… e os técnicos ficam.

  10. varela

    Esse senhor sindicalista devia era estar preocupado com a muitissima ma formaçao dada a esse delinquentes fardados,que em absoluto o que eles sao ,ele que va numa sexta feira a noite a conhecida esplanada Canal situado na Fazenda e veja la os santinhos, bebados ,armados quase que impondo aos cidadaos o facto de serem policias ,quando fora do serviço nao o podem fazer,quando se educa bem um filho em casa dificilmente ele trara problemas graves pra la.E nao e pelo facto de se estar ou nao a politizar o caso que nao tem que haver justiça ,quanto ao resto da politizaçao ,sao blablablasssss

  11. Caboverdiano

    Há muita gente que em vez de comentar deviam aprender a escrever para depois comentar com seriedade, como é o caso do JOM CABECON. quando não tem noção do que vai falar melhor é ficar calado.

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