Presidente do Sindicato da Polícia Nacional manifesta preocupação com a segurança dos agentes suspensos

10/03/2017 08:02 - Modificado em 10/03/2017 08:02

O anúncio da suspensão e do desarmamento dos agentes da Polícia Nacional implicados no caso da morte do jovem Hélder Delgado, preocupa José Barbosa, Presidente do Sindicato da Polícia Nacional (SINAPOL). O sindicalista disse em declarações a RCV que “não entendemos como é que oito elementos de uma brigada criminal sejam expostos desta forma na comunicação social com a informação de que os agentes estão suspensos e desarmados, isto traz-nos alguma inquietação e estamos preocupados com isto”.

Na sequência do processo instaurado pelo Ministério Público, o Ministro da Administração Interna entendeu suspender nove elementos da Polícia Nacional implicados no caso da morte do jovem Hélder Delgado, morto após ter sido detido pela Polícia.

José Barbosa, Presidente do Sindicato da Polícia Nacional (SINAPOL), lamenta a morte do jovem Hélder Delgado e apresenta condolências aos familiares. Contudo, o responsável mostra-se preocupado com a forma como o processo está a ser tratado.

É que, segundo Barbosa, os agentes em causa podem correr riscos, uma vez que foi publicamente anunciado que estão desarmados. “Não entendemos como é que oito elementos de uma brigada criminal sejam exposta desta forma na comunicação social com a informação de que os agentes estão suspensos e desarmados, isto traz-nos alguma inquietação e estamos preocupados com isso”.

O mesmo defende que a garantia de segurança deve ser para todos, inclusive para os profissionais da Polícia. No caso da suspensão, o sindicalista afirma “não poder fazer muita coisa”, mas garante que os agentes terão apoio técnico jurídico.

Contudo, reafirma a sua inquietação em relação à segurança dos agentes uma vez suspensos e desarmados, “não poderia anunciar na comunicação social determinados pormenores”. Entretanto Barbosa assegura que convocou uma reunião para esta sexta-feira, 10, onde tomarão alguma posição à volta do caso.

  1. Manuel Santos

    Apoio incondicionalmente a atitude e o comportamento aqui relatados pelo Presidente do Sindicato da Policia Nacional. Penso também que este caso foi e está sendo muito politizado. Dá-me impressão que existe uma certa forma em querer branquear alguma coisa. Será? Ouvi da boca do Senhor Ministro da Administração Interna a dizer na Comunicação Social que ficou provado por testemunhas que também estavam encarceradas junto com o jovem falecido de que os policias de serviço não deram a devida atenção e ignorando por completo o pedido de socorro para prestar ajuda ao malogrado . Partindo de ilações e sem querer dar razão a quem quer que seja , escusado será dizer que são relatos de indivíduos com comportamentos desviantes ( inimigos dos policiais ) e que devem ser analisados com cautela para não pôr em causa a sustentação e a vida profissional de inocentes!!! Para terminar queria apresentar sentidas condolências à família do jovem Hélder Delgado .

  2. Carlos Fortes

    Os ladrões estão de parabéns em Cabo Verde. Têm toda a protecção e até a nível governamental.
    Os thugs foram alguns anos atrás convidados a assentarem na mesa com o governo anterior.
    E agora a história se repete com este novo governo. Familiares e amigos do delinquente vão até exigir indemnização do Estado de Cabo Verde e audiência com o Ministro.
    Espero que um outro Hélder irá beber água em casa de um dos governantes e que esse governante não esteja armado nem tão pouco com um pau. O resultado ou seja o desfecho já sabemos qual é ou será.E neste caso a Polícia será novamente atacada.
    Vale a pena ser delinquente neste País onde o cidadão cumpridor dos seus deveres é criminalizado e os criminosos protegidos.
    Não é por acaso que a criminalidade vai aumentar e cada vez mais sofisticada e que a Polícia se sinta cada vez mais frustrada e não cumpra devidamente as suas obrigações por ser atacada até a nível governamental.

  3. Robin

    Caro Sr. José Barbosa.

    Queria então que eles fossem suspensos mas que ficassem na posse das suas armas? Num caso desses em que acontece a morte de uma pessoa, as suspensões são sempre seguidas de desarmamentos, para que todo o inquérito possa decorrer sem sobressaltos. E porquê e contra quem precisam de proteção? Penso que as suas declarações são exageradas, podem lançar a confusão e levar as pessos a pensarem que existem pessoas que estão a ameaçar a vida dos suspensos. Não vejo razões para isso.

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