Dia das Mulheres: Um pequeno gesto pode significar muito

9/03/2017 08:27 - Modificado em 9/03/2017 08:27
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Jovens saem pelas ruas do Mindelo entregando lembranças, com diversas mensagens às mulheres, em forma de corações, flores e postais. A iniciativa é da responsabilidade de três jovens, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quarta-feira (8).

As actividades aconteceram na manhã desta quarta-feira, onde estas jovens divididas em grupos, dispersaram-se pelas ruas da cidade oferecendo flores, corações e postais, com o objectivo de levar uma mensagem de amor, carinho e respeito às mulheres, diz Zandira Brito, mentora e idealizadora desta iniciativa.

Segundo conta, esta iniciativa está enquadrada no âmbito do estágio no Gabinete de Apoio à Vítima juntamente com outros elementos que abraçaram esta “campanha”: Kathelene Gomes e Vandira Brito.

Queriam contribuir de alguma forma para que esta data não passasse em “branco”, por isso, convidaram outras pessoas para participarem nesta iniciativa e acabaram por aderir e ajudar nesta causa. “Queríamos que as mulheres se sentissem especiais, que esta data fosse especial. Não é que os outros dias não o sejam, mas este tem um significado diferente. De alguma forma, queríamos que representasse alguma coisa, com um pequeno gesto, fazer o dia mais especial para algumas mulheres, ainda que poucas”. “Foram cerca de 500 mensagens oferecidas”, refere a jovem que é psicóloga clínica.

Conta ainda que as lembranças foram entregues porque neste dia muitas sentem a necessidade de alguém para as fazer sentir especiais. “Por isso, fizemos isso, para lhes lembrar que têm sempre alguém que se importe com elas”, continua.

“Este dia serve ainda para lhes lembrar que são mulheres lutadoras, guerreiras, que conseguem lutar pelos seus sonhos, ultrapassar os obstáculos. É um dia para lhes recordar as lutas diárias, a importância que têm. Uma forma de incentivo”, corrobora Kathelene Gomes que faz parte desta iniciativa.

Vandira Brito, cientista social e política, é da mesma opinião, isto é, que “este gesto serve para lhes recordar que todos os dias são especiais e, ainda que os obstáculos podem surgir à frente delas, pelo que elas nunca devem deixar que os obstáculos lhes impeça o próprio progresso”.

Esta cientista social e política é da opinião que o que torna este dia tão especial é a luta diária que as mulheres enfrentam contra os preconceitos. Luta contra, não só a violência, mas também pela sua valorização e respeito.

Questionadas sobre como decorreu a campanha, ambas afirmam que a iniciativa foi um sucesso, porque em cada expressão que recebiam depois da entrega das lembranças, ficaram com a certeza que o esforço valeu a pena. Mesmo que tenha sido algo feito em cima da hora, foi bastante produtivo e sentem-se orgulhosas por terem feito, mesmo que de forma simbólica, a diferença neste dia tão especial para as mulheres.

“Sentimos que fizemos a diferença, o olhar, o sorriso. Saímos pelas ruas com um objectivo e conseguimos concretizá-lo”, conclui Zandira Brito.

As jovens envolvidas no projecto foram ainda acompanhadas por dois elementos em representação do Gabinete de Apoio à Vítima, sendo um deles, responsável pelo gabinete da Esquadra de Madeiralzinho.

Em relação à continuidade da iniciativa, contam que no dia 17 de Março estarão presentes no Comando da Primeira Região Militar para uma palestra com dois temas: Empoderamento Feminino e Assédio no Trabalho, pelas 11 horas.

Celebra-se no dia 08 de Março, o Dia Internacional da Mulher. O que começou como homenagem à greve organizada em 1908 pela União Internacional das Trabalhadoras do Sector do Vestuário nos Estados Unidos é hoje uma oportunidade para as mulheres de todo o mundo demonstrarem o seu empenho na igualdade política, económica e social.

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