Queda da Associação de Futebol de São Vicente, afectou muito o Concelho Regional de Arbitragem

9/03/2017 08:16 - Modificado em 9/03/2017 08:16
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No decorrer da primeira volta do Campeonato Regional, o futebol de São Vicente ficou marcado pelas demissões do Presidente da Associação Regional de Futebol, Júlio do Rosário e seus pares. Factor este que levou os clubes da primeira divisão a criarem uma comissão de gestão.

Com a queda da Associação, todo o sistema ficou afectado, sendo o Concelho de Arbitragem um dos departamentos que ficou mais debilitado. Pelo que, nesta altura, existe apenas uma pessoa à frente deste Concelho, no caso concreto, Flávio Costa do Rosário, antigo Vice-presidente do Concelho de Arbitragem da antiga direcção da Associação. Recordamos que na altura da queda da Associação, havia cinco pessoas ligadas a este departamento.

Uma situação que parece reflectir-se no desempenho dos árbitros, tendo em conta que foram bastante visados no decorrer da primeira volta do campeonato, por parte de treinadores, dirigentes e adeptos.

Flávio Costa diz ao NN que “com a queda da Associação, automaticamente tínhamos que sair. Mas, por outro lado, como o Concelho de Disciplina se manteve, se recorressem a nós teriam um suporte. Mas se o Concelho de Disciplina caísse nós também seriamos obrigados a sair”.

Apesar de tudo o que se passou, conta que acabou por ficar devido à necessidade de não deixar o nosso desporto cair, porque estavam a prestar um serviço social e, como afirma, “a nossa sociedade vive do desporto, porque ele é colectivo e social”. Ficou assim, quase toda a primeira volta do campeonato sozinho à frente deste Concelho, organizando todos os jogos pelo Concelho de Arbitragem da primeira e segunda divisões.

“A nossa maior dificuldade, neste momento, são os recursos humanos que estão limitados. Não é conveniente, pois as decisões passam somente por mim e tomo-as sozinho. Num grupo de quase trinta pessoas fica mais complicado ainda. E quando é assim, fica muito complicado porque não há ninguém com quem debater ideias. Mas já há muitos árbitros com muita experiência e, através do diálogo, digo-lhes como está a nossa situação, para a podermos resolver da melhor forma possível e podermos dar continuidade a algo que começámos, e não queremos que o nosso futebol caia”, afirma.

“Neste momento, lidero um colectivo de quase trinta pessoas, entre árbitros e assistentes, o que não é fácil. Para fazer uma nomeação para um jogo tenho de fazer um jogo de memórias, para saber onde vou posicionar cada um deles e em que jogos”, afiança.  

No que diz respeito a reclamações por parte dos treinadores, dirigentes e adeptos afectos às equipas, diz que essas acontecem antes dos jogos e depois, porque os árbitros são humanos e sujeitos a erros e nos jogos são os mais visados. Afirma que é por isso que, neste momento, a comissão de gestão está a fazer um trabalho mais apertado com os clubes, tendo em conta a questão da disciplina dos jogadores, dirigentes e treinadores.

Explicando que a maioria deles é novo nessas andanças e quando os árbitros erram de uma forma normal colocam-no de uma forma extemporânea. Isto porque não têm a maturidade suficiente para saberem lidar com isso. “E, por isso, o nosso trabalho passa por tentar limitar ao mínimo as reclamações possíveis, porque é a nossa função”, declara.

“O trabalho tem sido muito árduo porque tenho de dar assistência aos treinos três vezes por semana, tenho de fazer as nomeações dos árbitros para os jogos e, nos fins-de-semana, tenho de marcar presença no estádio mesmo no horário de trabalho. Porque se os árbitros, ao chegarem ao estádio, não virem nas bancadas o responsável da arbitragem, sentem-se abandonados e ficamos mais frágeis do que já estamos”, assevera.

O campeonato juvenil já está à porta, tendo em conta que arranca este fim-de-semana. Também a segunda volta da primeira e segunda divisões arranca no mesmo período. Flávio antevê mais dificuldades mas diz que vai arranjar alternativas e soluções para ultrapassar as adversidades.

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