Mulher acusada de tráfico de droga após ter sido detida com 264 gr de cocaína na vagina

8/03/2017 07:32 - Modificado em 8/03/2017 07:32
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O Tribunal de São Vicente procedeu, na manhã desta terça-feira, à audiência de julgamento de uma cidadã natural de Santo Antão, acusada do crime de tráfico de droga. De acordo com os autos, a mesma foi presa em flagrante delito no Aeroporto Cesária Évora, com cerca de 264 gramas de cocaína que transportava num embrulho na vagina, cuja comercialização lucraria o montante de 1320 contos (mil trezentos e vinte contos ).

 

O caso aconteceu em Janeiro deste ano, quando a mulher identificada por Janira, foi abordada à chegada do aeroporto de São Vicente, num voo proveniente de Fortaleza, Brasil, pela Polícia Judiciária que tinha recebido uma dica de que a arguida poderia estar na posse de drogas, o que foi confirmado quando foram efectuados testes.

Ainda no local, a mulher confirmou à PJ, por meio de uma inspectora, que estava na posse de drogas e onde estava escondida. Foi encaminhada para o Hospital Baptista de Sousa onde foi feita a remoção do estupefaciente e, após o procedimento, foi conduzida à PJ para interrogatório.

De acordo com a mesma, meteu-se nisto devido a uma situação grave que passava no Brasil, onde residia há seis anos e queria voltar para Cabo Verde, porque a situação no país estava insustentável. Tem dois filhos menores que necessitam dela, conta.

Nisso, recebeu a proposta de servir de “correio” e, na chegada a Cabo Verde, alguém iria ter com ela para receber a encomenda, após contactar o fornecedor no Brasil. O que acabou por não acontecer devido à sua detenção.

Foi provado ainda em Tribunal, que a mesma viajava constantemente entre Brasil e Cabo Verde com os filhos. Pelo menos de 2012 a 2016, viajou quatro vezes, o que para o representante do Ministério Público, com o salário que auferia no Brasil de 650 reais como vendedora, não seria suficiente para viajar tanto.

Foi questionada ainda sobre o montante de 300 contos da conta da arguida de Julho a Agosto de 2015, tendo a mesma afirmado ter sido um depósito feito por ela de um dinheiro do seu cunhado e que depois foi restituído ao dono.

De acordo com o Ministério Público, a arguida cometeu um crime grave, crime de tráfico de droga de alto risco, o que constitui um perigo para a sociedade visto que os efeitos da droga na sociedade são nefastos.

Por seu lado, a defesa critica a atitude do MP, afirmando que a arguida não pode ser enquadrada neste tipo de crime, pois apenas o fez porque estava numa situação de aflição e não seria beneficiada em larga escala, já que quem serve de correio, normalmente, recebe apenas uma comissão e quase sempre tem alguém detrás destas situações, pelo que apela que o Tribunal não vá pela via de tráfico de alto risco, mas sim por tráfico simples.

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