Familiares do jovem morto por alegada agressão policial querem saber a verdade

7/03/2017 07:19 - Modificado em 7/03/2017 07:19

Amigos e familiares de Hélder Delgado morto por alegada agressão policial querem que a justiça seja feita de forma como deve ser. Não se sabe exatamente onde o jovem terá morrido, uma vez que as informações oficiais contradizem. Indignado os familiares querem saber o verdadeiro motivo da morte de “Ababa”, embora acreditem que o mesmo terá falecido na Esquadra.

Familiares e amigos não conformam com a morte de Hélder Delgado, jovem de 20 anos que morreu na sequência de uma agressão policial.”Ababa” terá sido espancado por um agente policial no dia 26 de Fevereiro. Segundo a versão dos vizinhos, apos uma partida de futebol que decorreu no campo de Calabaceira, Hélder terá dirigido a residência do agente para beber agua.

Dentro da residência o agente terá agredido a vitima com fortes pauladas, depois de o deter conduziu o a esquadra policial onde veio a falecer na manha do dia seguinte. Renato Fernandes, Comandante Regional da Polícia Nacional na Praia, assegura que Hélder Delgado foi surpreendido a roubar dentro da residência de um agente e que este terá agido em legítima defesa.

Inconformados com as explicações da Policia, os familiares acreditam que existem outro lado da história ainda não conhecida e que não foi relatado pelo policial. Celina Tavares dos Santos, irmã do jovem avança que o irmão foi brutalmente agredido pelo agente e mostra-se incrédula com a versão da Polícia Nacional.

Ivanilda Tavares Correia e Silva, outra irmã, diz ter tido acesso à autópsia que comprova que todos os órgãos do corpo do irmão foram destruídos devido a fortes pauladas e assegura que o mesmo terá morrido ainda na esquadra.

Entretanto o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, garante que decorre um inquérito no sentido de averiguar os factos e as circunstâncias em que morreu o jovem.

“Independentemente do inquérito que será levado a cabo pelo Ministério Público, nós iremos averiguar se os procedimentos foram efectivamente seguidos. É de interesse do Governo que as circunstâncias sejam devidamente apuradas de forma a apurar todas as responsabilidades que foram cabíveis”.

  1. Clara Fortes

    Muitas famílias e amigos estão dependentes dos rendimentos provenientes da criminalidade pelo que são os primeiros a dirigirem para os mídia para contestarem qualquer acto que os impede de ter tais rendimentos. Não é por acaso que acostumamos em Cabo Verde com a cultura de que a criminalidade compensa.
    Agora pergunto quem é que até agora debruçou sobre as nefastas consequências não só materiais como traumatismos psicológicos das vítimas desses delinquentes? Para essas vítimas nunca se ouviu nem um pio dos chamados defensores dos Direitos Humanos. Até parece que só os criminosos e delinquentes é que são Humanos e que devem usufruir desses Direitos e que as vítimas é que passaram a ser criminalizadas.
    O tempo das eleições ficou para trás e com ele o tempo da diarreia das condecorações. Para quebrar a monotonia e creio haver ainda algumas medalhas esquecidas no fundo do baú e como incentivo à sociedade para defender o seu patrimônio e a sua integridade física e psíquica a vítima do roubo não concretizado deveria ser condecorada por este acto de muita coragem pela Polícia Nacional. Aqui fica a sugestão.

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