Moçambique: Cerca de 2,1 milhões de pessoas enfrentam risco de fome

6/03/2017 07:37 - Modificado em 6/03/2017 07:37
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Cerca de 2,1 milhões de pessoas enfrentam risco de fome em Moçambique, um aumento de 700.000 em relação a novembro «face à diminuição das reservas e enquanto se espera o início das próximas colheitas», em abril, segundo as Nações Unidas (ONU).

«As colheitas começam em final de março, abril e à medida que vão passando os meses até à próxima colheita os stocks próprios da colheita passada vão diminuindo e também no mercado é mais difícil comprar. Daí o aumento das pessoas afetadas», explicou, à agência, Lusa Karin Manente, representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) em Moçambique, num contacto telefónico.

Moçambique foi o ano passado um dos países mais afetados pela seca provocada pelo fenómeno El Niño e as organizações internacionais já estimavam em meados de 2016 que o pico da crise alimentar ocorresse entre novembro desse ano e o próximo mês de abril.

Segundo Karin Manente, em novembro as pessoas em risco de fome ascenderiam a 1,4 milhões, mas depois da «avaliação de campo» realizada pelo governo e os parceiros, incluindo o PAM, «a estimativa aumentou para os 2,1 milhões».

A responsável adiantou que a maioria das pessoas em insegurança alimentar aguda se encontra no Sul – nas províncias de Gaza, Inhambane e no norte da província de Maputo – e no centro – sobretudo nas províncias de Tete, Sofala e Manica.

 

abola.pt

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