Assentos informais: “todos têm direito a viver da melhor forma”

6/03/2017 07:02 - Modificado em 6/03/2017 07:02

O Governo vai discutir a questão dos assentos informais em Cabo Verde, um problema que os governantes dizem ter conhecimento e representar uma preocupação. A questão dos assentos informais baseia-se na questão da urbanização e planeamento da cidade. Os assentos informais tendem a não seguir as regras. Do outro lado, está a opção das pessoas em procurarem um lugar para viver. Muitos dos assentos informais já duram há vários anos e as pessoas já vivem nestes assentos há algum tempo.

Quando se fala de assentos informais, fala-se de pessoas que procuraram meios para sobreviver. Nem sempre nas melhores condições e possibilidades, mas “foi a forma encontrada para morar”. Os assentamentos são um desafio a vencer tal como o deficit habitacional no país é elevado. O deficit vai aumentado e ainda existe quem precise de casa para morar.

Muitos terrenos foram ocupados o que dá lugar, hoje, à proliferação de casas, neste caso de tambor, o que tem feito com que várias zonas cresçam desmesuradamente. O Governo vai procurar soluções para os assentamentos ilegais. E, neste sentido, pediu a ajuda à ONU-Habitat na organização de um fórum sobre o tema. Apesar de ainda não se saber muito sobre o fórum, existem soluções que as pessoas esperam para a resolução do problema.

“Acho que em primeiro lugar, o Governo deveria ver a questão da legalização das pessoas para que estas possam fazer uma casa melhor”, adianta Fredson dos Santos, de Monte Sossego. A questão da legalização das casas, do ponto de vista não só deste cidadão, poderia ajudar as pessoas a darem trabalho e a fazerem com que as zonas vistas como ilegais pudessem ganhar um novo formato. É que neste particular, o sentimento muito tem feito para a legalização das casas mas sem sucesso.

“Essa terra é de todos nós”, argumenta Tchenta Andrade, em Espia. Do seu ponto de vista, todos têm direito a viver da melhor forma e não concorda que as pessoas que vivem em casas de tambor estejam satisfeitas. Por isso, traz a questão sobre as formas de legalizar os terrenos das pessoas. Ainda sobre esta questão, Davidson Neves diz que as pessoas querem estar a morar da melhor forma numa zona organizada, mas lamenta que na procura de soluções, as pessoas acabem por desorganizar.

As soluções apontadas passam não só pela questão da legalização, mas também, por “trabalhar numa melhor organização na construção das casas”, segundo Sãozinha Santos que reconhece que quando as pessoas constroem a “torto e a direito” fica complicado. Neste sentido, pede pela intervenção das autoridades na questão da organização, sem colocar de lado o direito de que todas as pessoas precisam de uma habitação. Esqueceu-se de mencionar a palavra condigna, mas é o que queria dizer quando acrescenta que todas as pessoas querem viver de forma tranquila e numa casa que possa fornecer alguma segurança.

Estes assentamentos nascem principalmente nas encostas das rochas e, neste sentido, a preocupação em caso de acidentes é uma realidade, daí o pedido de uma maior organização ser natural, principalmente em caso de necessidade, para que se possa ter um acesso condizente.

 

  1. Mim ê fidje dSoncent

    POR ISSO OS MUNICÍPIOS DEVEM GERIR BEM OS TERRENOS. Em S.Vicente a Camara Municipal vendeu duas extensões de milhares de metros quadrados à apenas dois Empresários (Armando Cunha e Copa SA) para exploração em mercado negro. Quantos mil lotes de terreno seriam distribuídos as famílias que precisam de terreno em São Vicente?

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.