POST ULCS e Carnaval: se tud que bu flame é verdade djam fica cheio de vontade

3/03/2017 07:42 - Modificado em 3/03/2017 07:42
| Comentários fechados em POST ULCS e Carnaval: se tud que bu flame é verdade djam fica cheio de vontade

O Primeiro-ministro deslumbrou-se com o Carnaval 2017 e disse que foi o melhor Carnaval de sempre. Os carnavais de 1987, 1988 ou até de 2016 podem discordar. Mas os gostos não se discutem, nem os do Primeiro-ministro. O que se discute e se traz a debate é a intenção do Governo de fazer um maior investimento no Carnaval de São Vicente porque, segundo ULCS, “as externalidades associadas ao evento justificam os investimentos”. Estamos de acordo e assim seja! E só resta dizer que “se tud que bu flame é verdade djam fica cheio de vontade”.

 

Ulisses Correia e Silva

https://www.facebook.com/ulissescorreiaesilva/?fref=ts

O melhor Carnaval de sempre em S. Vicente acontece num ano em que todos investimos mais e melhor: o Governo, a Câmara Municipal, os grupos, os empresários, a comunicação social e o público.

O Carnaval em S. Vicente afirma-se como uma indústria que envolve a produção de andores, vestuário, equipamentos, som, música e como um produto turístico que faz encher os hotéis, os transportes, dinamizar a economia da ilha e elevar a auto-estima dos mindeleses.

Trata-se de um evento que é muito mais do que um momento e que envolve artistas, músicos, coreógrafos, engenheiros, carpinteiros, marceneiros, activistas sociais, crianças, jovens, idosos.

As externalidades associadas ao evento justificam os investimentos. A estratégia é aprimorar cada vez mais o produto do ponto de vista de investimento nos grupos, no marketing internacional e na optimização do ciclo do Carnaval criando interesse turístico desde a fase da produção até à fase do espectáculo.

O Carnaval é dos produtos que, pelo nível que já atingiu, demonstra que existe capacidade de produzir com tecnologia, criatividade, inovação e organização produtos culturais e turísticos de alto valor acrescentado e com impacte na actividade económica.

Esta mesma abordagem pode ser feita para outros eventos e a criação de marcas com a autenticidade própria a partir da música, do teatro, do cinema, da literatura, da pintura, do artesanato.

Temos a noção exacta de que a indústria da Cultura pode representar uma participação importante no PIB. É o que acontece em muitas cidades e muitos países desenvolvidos como EUA, França, Inglaterra, Itália. Para conseguirmos isso, há que vencer algum estigma e descrenças que olham para as actividades culturais e de entretenimento como despesas não reprodutivas ou meros momentos de exotismos e de “passa sabi”. A indústria da Cultura é Economia. Economia com capacidade de gerar riqueza, rendimento, emprego, fonte de inovação e de uso de tecnologia. Assim como outros sectores fazem.

É este olhar que me levou a S. Vicente para assistir ao Carnaval. Fiquei satisfeito com o que eu vi.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.