Libéria: Sobreviveu ao ébola, foi capa da Time, mas morreu devido ao estigma da doença

2/03/2017 08:34 - Modificado em 2/03/2017 08:34
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Salome Karwah foi «pessoa do ano» para a revista da Time em 2014, como símbolo da resistência ao vírus do Ébola na Libéria, que lhe levou pais, tios e primos.

A enfermeira, que trabalhava numa clínica em Monrovia com os Médicos Sem Fronteiras, já era uma resistente por ter sobrevido à guerra civil no país, mas na semana passada não aguentou as consequências de uma cesariana ao ter o seu quarto filho, alegadamente vítima de negligência médica devido ao seu passado precisamente com essa doença.

De acordo com a revista Time, Salome foi internada quatro dias antes de sua morte, a 21 de fevereiro, com complicações decorrentes de uma cesariana.

A irmã, Josephine Manley, disse à revista que a irmã teve uma convulsão horas depois de chegar a casa, depois de três dias de internamento para ter o bebé; foi de novo levada ao hospital, mas ninguém lhe quis tocar – os espasmos e espuma na boca afastaram enfermeiros e médicos, que sabiam do seu passado com o ébola. «Sabiam que ela tinha tido o virus. Não lhe quiseram tocar, tocar nos seus fluidos», refere a irmã à revista, lamentando que o bebé de dias Solomon, e outro de apenas um anum nunca se lembrem da mãe.

 

abola.pt

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