Prémio Kakoy 2017 para sátira sobre “Casa para Todos”

2/03/2017 08:29 - Modificado em 2/03/2017 08:29
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A entrega dos prémios Kakoy 2017 relativamente ao Carnaval espontâneo que consagra a capacidade criativa, originalidade, mensagem e reacção do público no dia do Carnaval com a criação de objectos, peças, trajes entre outros, foi efectuada esta quarta-feira, dia 01. A cerimónia de entrega decorreu diante do centro Nacional de Artesanato e Design situado na Praça Nova.

A atribuição do prémio Kakoy já vai na sua segunda edição e este ano consagrou novos vencedores. Marcaram presença na cerimónia vários grupos não oficiais e individuais que desfilaram pelas ruas da Cidade no dia do Rei Momo.

O grupo que trouxe a mensagem “Casa para todos” foi o  vencedor na categoria Prémio de Grupos, arrecadando um montante de 50 mil escudos. De acordo com um dos representantes do grupo, Braulio Santos, o grupo escolheu o tema por ser um problema que existe em São Vicente e em Cabo Verde em geral. “Achámos que era um tema forte e trouxemo-lo para mostrar ao povo que não estamos satisfeitos com isso. Viemos passar a nossa mensagem e conseguimos vencer”, afirma.

No segundo lugar ficou o grupo Ximiboy que arrecadou o prémio de 35 mil escudos. Tiago Rendall, um dos membros do grupo, reitera que a ideia do Ximiboy surgiu por parte de alguns alunos da Universidade MEIA, do curso de Arquitectura, Artes Visuais e Design.

“Fizemos a pesquisa e encontrámos esta figura que antigamente saía nas vésperas do Carnaval, em que o seu principal objectivo era fazer divertir e assustar as pessoas. Fizemos uma pequena escultura do Ximiboy para mostrar às pessoas como eles faziam. Ficámos satisfeitos com o prémio porque é a primeira vez que saímos e também porque a nossa mensagem foi bem passada”, assevera.

Por fim, no que diz respeito aos prémios de grupos fecharam o pódio os autores do “Bicicleta electrónica” que arrecadaram um prémio de 20 mil escudos. Anildo, um dos integrantes do grupo, mostra-se satisfeito e como diz, “viemos para nos divertir e, para nós, o que interessava era a diversão”. Segundo o mesmo, já tinham a bicicleta e aos domingos saíam para acompanhar os mandingas e já traziam com eles um público considerável de fãs, pelo que foram aperfeiçoando a bicicleta.

No que diz respeito aos prémios individuais, dividiram o pódio o autor da ideia “Homem Lata com Mala”, no primeiro lugar e com o prémio de 20 mil escudos e no segundo lugar o criador do “Pão Nosso de cada dia”, com o prémio de 15 mil escudos. Os dois vencedores não marcaram presença na cerimónia de entrega dos prémios.

O Director do Centro Nacional de Artesanato e Design, Irlando Ferreira, acredita que foi difícil para o júri escolher os vencedores até porque, como aponta, “este ano saiu para a rua um grande número de pessoas na perspectiva do Carnaval espontâneo, artesanal”.

Para o Director do CNAD, os grupos vencedores trouxeram uma mensagem bastante forte e que, nesse âmbito, a mensagem conta bastante a par da criatividade que também conta muito. Irlando Ferreira traça o caminho para o próximo ano e diz que a expectativa será a de trazer mais pessoas para brincarem o Carnaval espontâneo. “Acredito que é aí que está a essência do povo mindelense”, conclui.

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