O negócio à volta do Carnaval

28/02/2017 07:56 - Modificado em 28/02/2017 07:56
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Enquanto que uns se preparam para se divertirem com o melhor traje e fantasia, outros aproveitam a oportunidade para ganharem dinheiro, trabalhando para garantir a diversão. Costureiras, artesões, boutiques, restaurantes, lojas chinesas não dispensam a oportunidade de aumentarem o volume de negócios. Mulheres chefes de família, vendedeiras “ambulantes” preparam as suas bancas para facturarem algum dinheiro e levarem o sustento para a família.

 

O Carnaval foi sempre motivo de diversão, folia, brilho e fantasia que atrai multidões. Manifestação cultural onde todos querem participar na festa. É também oportunidade de aumentar o negócio e facturar dinheiro. Áreas de actividades como o comércio, hotelaria, transportadoras aéreas, transportes, restauração, artesãos, costureiras são os negócios que mais lucram com o evento cultural.

Também as vendedeiras ambulantes fazem parte desta festa e do rol de negócio à volta do Carnaval. Em conversa com algumas dessas chefes de família que aproveitam a oportunidade de negócio, deparámo-nos com diferentes opiniões.

Zenaida Carvalho está desempregada e encontrou no Carnaval uma oportunidade de facturar algum dinheiro. A chefe de família assegura que o negócio nesta época chama-a anualmente, por isso, prepara-a antecipadamente. “Preparo refeições, bebidas e guloseimas para vender no dia do Carnaval”.

A compra dos produtos é feita com alguns dias de antecedência para que tudo esteja pronto a tempo. Questionada sobre os lucros do negócio, Zenaida afirma que devido à quantidade de pessoas que se deslocam à Avenida Cidade de Lisboa na Praia, aproveitam a oportunidade para venderem algum produto, o que reduz a clientela. “Antigamente as vendedeiras eram muito poucas e vendíamos muito”, conclui.

“Para mim, foi um grande susto quando ouvi dizer que não havia Carnaval na cidade da Praia, porque representa para nós uma alternativa para o sustento das nossas famílias”, adianta a vendedeira ambulante Milita Fernandes, que aposta na venda de água e de sumos de fruta.

A entrevistada diz que há cerca de dois anos que entendeu mudar de estratégia, uma vez que todas as vendedeiras vendiam os mesmos produtos. Questionada acerca da viabilidade do seu novo negócio, Milita mostrou-se satisfeita e avança que acertou na inovação e espera conseguir os seus objectivos apesar de não haver desfile oficial do Carnaval.

Apesar da satisfação, a vendedeira ambulante desafia a Câmara Municipal da Praia a apostar também no negócio do Carnaval, criando todas as condições para as vendedeiras que fazem parte desta festa contribuírem na garantia da diversão.

 

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