Carnaval: Praienses querem igualdade na distribuição de dinheiro público

27/02/2017 08:34 - Modificado em 27/02/2017 08:34

A poeira à volta do Carnaval na cidade da Praia baixou, mas os praienses continuam a reivindicar igualdade na distribuição do dinheiro público. A discriminação positiva no financiamento dos carnavais das ilhas de São Vicente e de São Nicolau não foi bem vista pelos praienses que consideram tratar-se de “tratamento discriminatório e disparidade” por parte do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas.

O Ministério da Cultura, através do Edital “Carnaval factory”, priorizou as duas ilhas onde o Carnaval se tem mostrado como um produto de qualidade para o turismo com o intento de “criar postos de trabalho e qualificar o Carnaval”.

A decisão do Governo de atribuir maior financiamento aos grupos carnavalescos das ilhas de São Nicolau e de São Vicente gerou desagrado nos dinamizadores do Carnaval da cidade da Praia que garantem que se sentem discriminados. “A discriminação positiva” do Ministério da Cultura reúne apoiantes que aplaudem a medida e congratulam o Ministro Abraão Vicente pela coragem, mas há quem não apoie por considerar que a igualdade é para todos e, sem esta, não haverá evolução em relação às ilhas “detentoras da tradição da festa do Rei Momo”.

O Carnaval 2017 na cidade da Praia não vai ter prémios, desfilam apenas grupos de animação, tudo “por culpa do Ministério da Cultura”, afirmam os praienses entrevistados pelo NN. Vanderleia Fernandes assegura que actualmente o Carnaval da cidade da Praia ganhou maior qualidade, embora reconheça que não se compara com os carnavais das ilhas de São Vicente e de São Nicolau, mas considera que a distribuição do dinheiro público deveria ser feita de igual forma de modo a proporcionar qualidade aos outros municípios.

Como afirmou o Ministro da Cultura, “não podemos tratar de forma igual aquilo que é diferente. E não podemos aplicar os mesmos recursos e as mesmas políticas quando temos focos diferentes para cada região e para cada ilha”.

Mário Semedo defende a igualdade entre as ilhas, mas apela pelo financiamento por parte do Ministério da Cultura em relação ao batuque que considera “ser grande evento cultural e bastante enraizado”.

Vladimir Ferreira, um dos organizadores do Carnaval, considera que os critérios utilizados pelo MCIC na atribuição de verbas destinadas aos grupos daquelas duas ilhas de barlavento, foram pouco claros e com total discriminação e desrespeito em relação aos que torcem por um Carnaval digno nas outras regiões de Cabo Verde.

  1. equidade

    Povo de Cabo Verde inter, saudações carnavalescas. O que Sr. Ministro faze é um prova acabada daquilo que gente pode tchma equidade. Jam uvi tcheu tcheu crítica em relação a se atitude, mas amdjor resposta el ka podia ter dód:”não podemos tratar de forma igual aquilo que é diferente”. Nesse artigo um oia um compatriota de nome Mário Semedo ta reivindicá mais recursos pa Festival de Batuco e com toda a razão. Agora um ta pergunta, seria justo S. Vicente ou S. Nicolau reivindicá os mesmos recursos financeiros pa um hipotético festival de batuco que Praia, Santa Catarina ou Santa Cruz? – Seria justo município de Sal reivindicá mesmos recursos pa um Festa de S. Jon que Porto Novo? Bzot pensa bzot oiá k bzot reivindicação ca ta faze sentido. Um ta perguntá qual cidadão de Praia (Santiago) é capaz de vesti descomplexadamente de amdjer, de mandinga ou kum bacia na mon ta bate e cme um gemada e subi plató num pleno sexta, sábado ou domingo antes de Carnaval? Um tava risca dze nem um pq el ka ta na ses spírito, moda gente ta dze na Soncente, el ca tas na sangue! Es ti ta reivindicá que “distribuição do dinheiro público deveria ser feita de igual forma”. Devia ser assim de vera ao longo de todo o ano e na tudo área. – Porquê na Santiago foi feito 7 barragens, na S. Nicolau 1 e S.Antão 1 e na otes ilhas nada? Por alguma razão, nera. Um ca uvi otes ilhas ta reivindicá. Fora otes e otes cosa. Bzot tma juízo om!

  2. Mota

    Agora se fala em “tratamento discriminatório e disparidade” pois é que ilhas como a de São Vicente a muitos anos tem sido vitima de “tratamento discriminatório e disparidade” nas mais vastas areas a nivel economico, pois vê-se na pessoa de do Sr. Mario Semedo que a hipocrisia tem cara, um tempo e um lugar. um grande bem haja.

  3. Cigarra SV

    Sal tem melhor carnaval do ki Praia.

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