Carnaval: na perspectiva mindelense não se explica…sente-se

27/02/2017 08:16 - Modificado em 27/02/2017 08:16
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O Carnaval tem vindo a assumir-se como o maior evento popular na ilha de São Vicente. É uma festa que começa logo a partir do primeiro domingo de Janeiro com o início do desfile dos mandingas e, mesmo depois do desfile oficial que acontece tradicionalmente à terça-feira, os mandingas saem às ruas para o habitual enterro do Carnaval. Uma comemoração aberta pelo desfile oficial no “sambódromo do Mindelo” que recebe vários desfiles.

Apesar da dimensão que a festa atinge, ela é vivida de várias formas pelas pessoas, com diversas visões sobre o evento. Por exemplo, muitos gostam de ver, enquanto que outros preferem apenas assistir. Mesmo assim, existe diferença na forma de assistir.

“Carnaval está no sangue” diz Fredy Santos. O mesmo participa todos os anos na festa do Carnaval, desfilando pelo “seu” grupo Cruzeiros do Norte. Todos os anos tem sido o mesmo ritual: ensaios, ensaio e desfile, sem esquecer a preocupação sobre quem vai cozer a roupa, qual roupa vai vestir. “Carnaval é sempre Carnaval e acho que já não vivo sem ele. É diferente, algo que nos anima e nos faz querer festejar”.

Tal como Fredy, também Carla Duarte é “fã assumida do Carnaval”. Ela aponta os mesmos motivos de Fredy, ao afirmar que o Carnaval já está no sangue pelo que tenta aproveitar ao máximo. “Vou sempre aos ensaios e desfile de mandinga aos domingos não posso faltar”. Nem sabe explicar o que sente por estas alturas do Carnaval. Diz que vem desfilando nos grupos há muitos anos porque “gosta mesmo de estar lá com o traje desfilando e dando um bom espectáculo para as pessoas verem”.

É que muitos vão ver o Carnaval só para verem e apreciarem a beleza. “O Carnaval é uma festa muito bonita, cheia de cores e alegria, e penso que é isto que precisamos nas nossas vidas. Não é verdade? Como era uma pergunta, a resposta é sim. E ainda sobre esta festa, Manuel Duarte diz que é bonito o trabalho que fazem com os andores, com as músicas e tudo o que gira à volta desta manifestação. E das entrevistas efectuadas, muitos consideram que o objectivo do trabalho dos grupos é fazer uma grande apresentação e o das pessoas é assistir.

“O Carnaval tem muita arte”, afirma Carlos Delgado, apesar de não ser fã. Mas diz não tirar o mérito ao trabalho feito pelos artistas, onde engloba todos, as músicas, costureiras, fabrico de andores. Este cidadão que no entanto prefere ficar à distância pois não é fã de multidões, segue a festa de casa e através de fotos na Internet.

Ele diz não entender o seguinte: o “porquê de todo o trabalho para ser destruído no dia seguinte”. E diz que deveria sim haver um projecto de preservação do que tem sido o Carnaval. Desconhece, neste momento, o destino dos andores, mas afirma que sabe que não são conservados. O que tem sido um erro e desperdício, segundo este cidadão.

Para este ano, reina a curiosidade sobre o que vai ser colocado nas ruas para as pessoas apreciarem. Monte Sossego como campeã e a rivalidade criada com o Vindos do Oriente, aliada à vontade que os Cruzeiros do Norte têm para chegarem ao título novamente e, no mesmo sentido, o grupo Flores do Mindelo, vão ser os pontos de interesse desta versão 2017 do Carnaval.

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