Sal: “Há um esquema diabólico para escravizar trabalhadores e enriquecer-se em pouco tempo”

24/02/2017 08:02 - Modificado em 24/02/2017 08:02
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O Presidente do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo (SICOTUR), Mário Correia apela pela intervenção do Governo no sistema laboral na ilha do Sal. Mário Correia afirma que existem esquemas onde empresas enriquecem do dia para a noite e os trabalhadores continuam numa situação precária, a que chega de apelidar de escravidão.

A situação laboral na Ilha das Salinas é considerada preocupante e, neste sentido, o Presidente do SICOTUR diz que é necessária uma análise profunda por parte do Governo, assim como uma fiscalização para combater as fraudes laborais. É o caso das “empresas que descontam para o INPS e que, entretanto, não repassam os valores para a instituição, descontos inclusive para as Finanças que também não são entregues, descontos ilegais”, são algumas das denúncias feitas por Mário Correia em entrevista à Inforpress.

Os esquemas que ocorrem na ilha do Sal são “inadmissíveis e extremamente preocupantes, carecendo de uma análise profunda de modo a pôr cobro aos esquemas diabólicos”, afirma o Presidente do SICOTUR que apela pela intervenção do Estado e adianta que “sempre chamei a atenção de que há necessidade de uma análise profunda da situação laboral no Sal. Comecei a ficar satisfeito com algumas afirmações por parte da Direcção-Geral do Trabalho e da Inspecção-geral do Trabalho que admitiram, publicamente, que a situação é, efectivamente, preocupante”.

Outra preocupação refere-se ao funcionamento das instituições, porque há algumas que não funcionam e, consequentemente, há um aproveitamento “escandaloso” da situação, assegura Mário Correia durante a greve realizada pelos trabalhadores da Sociedade de Segurança Industrial, Marítima e Comercial (Silmac), representados por esta organização sindical.

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